Maguito é contra adiar fim do passe do jogador de futebol
Da Redação | 15/02/2001, 00h00
O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) disse nesta quinta-feira (dia 15) que é um erro adiar novamente o fim do chamado passe, instrumento que transforma o jogador de futebol profissional em propriedade dos clubes. O ministro do Esporte, Carlos Melles, está analisando o pedido dos clubes para que adie o fim do passe, previsto para acontecer no dia 26 de março pela legislação em vigor - a Lei Pelé foi mudada por uma medida provisória do ex-ministro Raphael Greca, que por sua vez foi modificada em julho do ano passado pelo Congresso Nacional.
Segundo Maguito Vilela, os clubes já tiveram três anos para adaptar-se à nova realidade, com os jogadores livres para assinar contrato com quem mais lhes conviesse, mas não o fizeram. "Não tem cabimento um novo adiamento. Se os clubes não se adaptaram até agora é porque nunca o farão", disse.
Maguito defende, no entanto, uma outra mudança que vem sendo analisada pelo ministro Carlos Melles: o aumento de dois para quatro anos da duração máxima do primeiro contrato firmado pelos clubes com os jovens jogadores que eles formam. O senador lembrou que ele próprio, como relator da medida provisória, no ano passado, já havia proposto a mudança, mas o presidente da República a vetou no ato de promulgação da nova lei.
O senador acrescentou que o veto presidencial foi tão equivocado que, agora, o ministro dos Esportes vem tentando obter apoio do ex-ministro Pelé para a proposta de ampliar o prazo de adaptação dos clubes ao fim do passe.
- A Lei do Passe é arcaica e promove o atraso no futebol, na medida em que não obriga os clubes a buscar alternativas para se sustentar como, por exemplo, investir na qualidade do espetáculo e na exploração da marca do clube - disse o senador.
Maguito Vilela está preocupado também com a proposta do senador Geraldo Althoff (PFL-SC), relator da CPI do Futebol no Senado, que sugere a volta da obrigação de que os clubes se transformem em empresa. Ele salientou que a proposta foi rejeitada pelo Congresso Nacional por duas vezes.
- O Congresso Nacional aprovou a matéria há pouco mais de seis meses, depois de ouvir e debater com centenas de pessoas ligadas ao esporte. Fizemos uma lei totalmente sintonizada com a realidade e as necessidades do desporto nacional. Propor agora mudanças que poderiam ter sido feitas há seis meses não é uma boa política, demonstra desconhecimento do assunto e improvisação - acrescentou.
Segundo Maguito Vilela, os clubes já tiveram três anos para adaptar-se à nova realidade, com os jogadores livres para assinar contrato com quem mais lhes conviesse, mas não o fizeram. "Não tem cabimento um novo adiamento. Se os clubes não se adaptaram até agora é porque nunca o farão", disse.
Maguito defende, no entanto, uma outra mudança que vem sendo analisada pelo ministro Carlos Melles: o aumento de dois para quatro anos da duração máxima do primeiro contrato firmado pelos clubes com os jovens jogadores que eles formam. O senador lembrou que ele próprio, como relator da medida provisória, no ano passado, já havia proposto a mudança, mas o presidente da República a vetou no ato de promulgação da nova lei.
O senador acrescentou que o veto presidencial foi tão equivocado que, agora, o ministro dos Esportes vem tentando obter apoio do ex-ministro Pelé para a proposta de ampliar o prazo de adaptação dos clubes ao fim do passe.
- A Lei do Passe é arcaica e promove o atraso no futebol, na medida em que não obriga os clubes a buscar alternativas para se sustentar como, por exemplo, investir na qualidade do espetáculo e na exploração da marca do clube - disse o senador.
Maguito Vilela está preocupado também com a proposta do senador Geraldo Althoff (PFL-SC), relator da CPI do Futebol no Senado, que sugere a volta da obrigação de que os clubes se transformem em empresa. Ele salientou que a proposta foi rejeitada pelo Congresso Nacional por duas vezes.
- O Congresso Nacional aprovou a matéria há pouco mais de seis meses, depois de ouvir e debater com centenas de pessoas ligadas ao esporte. Fizemos uma lei totalmente sintonizada com a realidade e as necessidades do desporto nacional. Propor agora mudanças que poderiam ter sido feitas há seis meses não é uma boa política, demonstra desconhecimento do assunto e improvisação - acrescentou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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