Cândido: caso do cadete que morreu em treinamento deve ser reaberto
Da Redação | 08/02/2001, 00h00
No dia 9 de outubro de 1990, o cadete da Aeronáutica Márcio Lapoente da Silveira desmaiou durante treinamento na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no estado do Rio de Janeiro. Ao invés de socorrê-lo, o tenente Antônio Carlos De Pessoa, chefe da operação, feriu-o a chutes, para obrigá-lo a se levantar. Horas depois, já no Hospital Central do Exército (HCE), no Rio, Márcio morreria de causas ainda não esclarecidas, conforme relatou nesta quinta-feira (dia 8) o senador Geraldo Cândido (PT-RJ), que pediu a reabertura do caso pela justiça militar.
O senador considera um absurdo que, pelo tratamento dispensado ao seu comandado, o tenente De Pessoa tenha sido condenado pelo Superior Tribunal Militar a uma simples pena de três meses de prisão, julgado por "maus tratos a inferior", e ocupe hoje o posto de capitão. Segundo Cândido, o então tenente não apenas se omitiu no socorro a Márcio como também o chutou violentamente, o que pode ter contribuído para a sua morte. Só a omissão de socorro deveria levar o militar a ser condenado por homicídio culposo, sustentou o parlamentar.
- Três meses de prisão é uma pena muito branda para um crime tão bárbaro. Se um servidor público subtrai um objeto da repartição é demitido. Não é justo que se dê mais valor a um bem material que à vida - argumentou Cândido.
O senador citou outros casos de negligência ou erro de autoridade. Um deles foi a queda do alambrado do estádio de São Januário, no Rio, durante o jogo que decidiria o campeonato brasileiro, em dezembro do ano passado. No acidente, segundo Cândido provocado pela irresponsabilidade dos dirigentes do Vasco da Gama, 159 pessoas foram feridas. O senador lembrou ainda a tragédia cotidiana dos casos de dengue, devidos, entre outras causas, conforme afirmou, à demissão de servidores públicos que cuidavam da erradicação dos focos de mosquito transmissor da doença.
O senador considera um absurdo que, pelo tratamento dispensado ao seu comandado, o tenente De Pessoa tenha sido condenado pelo Superior Tribunal Militar a uma simples pena de três meses de prisão, julgado por "maus tratos a inferior", e ocupe hoje o posto de capitão. Segundo Cândido, o então tenente não apenas se omitiu no socorro a Márcio como também o chutou violentamente, o que pode ter contribuído para a sua morte. Só a omissão de socorro deveria levar o militar a ser condenado por homicídio culposo, sustentou o parlamentar.
- Três meses de prisão é uma pena muito branda para um crime tão bárbaro. Se um servidor público subtrai um objeto da repartição é demitido. Não é justo que se dê mais valor a um bem material que à vida - argumentou Cândido.
O senador citou outros casos de negligência ou erro de autoridade. Um deles foi a queda do alambrado do estádio de São Januário, no Rio, durante o jogo que decidiria o campeonato brasileiro, em dezembro do ano passado. No acidente, segundo Cândido provocado pela irresponsabilidade dos dirigentes do Vasco da Gama, 159 pessoas foram feridas. O senador lembrou ainda a tragédia cotidiana dos casos de dengue, devidos, entre outras causas, conforme afirmou, à demissão de servidores públicos que cuidavam da erradicação dos focos de mosquito transmissor da doença.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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