INSTITUTO TEOTÔNIO VILELA MOSTRA FILME SOBRE PADRE CÍCERO
Da Redação | 19/06/2000, 00h00
O Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, promove, nesta quarta feira (dia 21), o pré-lançamento do filme Milagre em Juazeiro, do diretor Wolney Oliveira. Ele conta o surgimento do mito do "Padim Ciço", no final do século XIX, no Cariri, interior do Ceará. O filme será exibido às 18h30 no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal.
Como presidente do Instituto Teotônio Vilela, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) destacou a importância de Milagre em Juazeiro. Para ele, o filme contribui no esclarecimento de aspectos de um dos grandes fenômenos que marcaram a história nordestina naquele período, que foi o fanatismo religioso.
- Através desse trabalho, que mescla documentário e ficção, podemos conhecer melhor os polêmicos fatos que envolveram o nascimento de uma liderança que transcendeu o Cariri e o próprio Ceará, alcançando todo Nordeste - ressaltou Lúcio Alcântara.
O senador entende que o desenvolvimento de uma indústria audiovisual brasileira é uma das exigências para o país manter sua identidade. Ele tem participado das reuniões da Subcomissão do Cinema Brasileiro - uma iniciativa do Senado para contribuir com o crescimento dessa indústria - e antecipou que, sempre que possível, pretende promover a mostra de filmes como Milagre em Juazeiro no ITV.
"MILAGRE"
Segundo o diretor, o filme conta a história do episódio de enorme impacto na vida da comunidade da região do Cariri (CE), em torno do qual surgiu o mito do padre. Corria o ano de 1889, o personagem era o pároco de Vila Juazeiro, na região sul do Ceará. Depois de oficiar a missa de domingo, ele deu comunhão aos fiéis, entre os quais a beata Maria de Araújo. Ao tocar-lhe a boca, a hóstia transformou-se em sangue.
Milagre em Juazeiro mostra a reação da Igreja diante do "milagre", que se tornou o centro de uma grande polêmica. O bispo de Fortaleza, expressando o desagrado da Igreja, enviou dois padres e um médico para verificar a veracidade dos fatos. Segundo alguns historiadores, a beata sofria de escorbuto, doença que provoca sangramento das gengivas.
O episódio fortaleceu a crença de que o padre seria um santo e a beata um instrumento de Deus. O bispo envia uma nova comissão para avaliar os milagres, que foram considerados farsa. O padre Cícero foi proibido de realizar atos litúrgicos e sofreu implacável perseguição por parte da Igreja, culminando com sua excomunhão.
Exibido no 32º Festival de Brasília, em 1999, Milagre em Juazeiro obteve menção honrosa pela inventiva articulação entre documentário e ficção. Seu diretor, Wolney Oliveira, é formado pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de Havana, Cuba. Atualmente, ele dirige a Casa Amarela Eusébio Oliveira (Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal do Ceará). Wolney também é o responsável pela mostra Cine Ceará de Cinema e Vídeo, que já está em sua décima edição.
Como presidente do Instituto Teotônio Vilela, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) destacou a importância de Milagre em Juazeiro. Para ele, o filme contribui no esclarecimento de aspectos de um dos grandes fenômenos que marcaram a história nordestina naquele período, que foi o fanatismo religioso.
- Através desse trabalho, que mescla documentário e ficção, podemos conhecer melhor os polêmicos fatos que envolveram o nascimento de uma liderança que transcendeu o Cariri e o próprio Ceará, alcançando todo Nordeste - ressaltou Lúcio Alcântara.
O senador entende que o desenvolvimento de uma indústria audiovisual brasileira é uma das exigências para o país manter sua identidade. Ele tem participado das reuniões da Subcomissão do Cinema Brasileiro - uma iniciativa do Senado para contribuir com o crescimento dessa indústria - e antecipou que, sempre que possível, pretende promover a mostra de filmes como Milagre em Juazeiro no ITV.
"MILAGRE"
Segundo o diretor, o filme conta a história do episódio de enorme impacto na vida da comunidade da região do Cariri (CE), em torno do qual surgiu o mito do padre. Corria o ano de 1889, o personagem era o pároco de Vila Juazeiro, na região sul do Ceará. Depois de oficiar a missa de domingo, ele deu comunhão aos fiéis, entre os quais a beata Maria de Araújo. Ao tocar-lhe a boca, a hóstia transformou-se em sangue.
Milagre em Juazeiro mostra a reação da Igreja diante do "milagre", que se tornou o centro de uma grande polêmica. O bispo de Fortaleza, expressando o desagrado da Igreja, enviou dois padres e um médico para verificar a veracidade dos fatos. Segundo alguns historiadores, a beata sofria de escorbuto, doença que provoca sangramento das gengivas.
O episódio fortaleceu a crença de que o padre seria um santo e a beata um instrumento de Deus. O bispo envia uma nova comissão para avaliar os milagres, que foram considerados farsa. O padre Cícero foi proibido de realizar atos litúrgicos e sofreu implacável perseguição por parte da Igreja, culminando com sua excomunhão.
Exibido no 32º Festival de Brasília, em 1999, Milagre em Juazeiro obteve menção honrosa pela inventiva articulação entre documentário e ficção. Seu diretor, Wolney Oliveira, é formado pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de Havana, Cuba. Atualmente, ele dirige a Casa Amarela Eusébio Oliveira (Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal do Ceará). Wolney também é o responsável pela mostra Cine Ceará de Cinema e Vídeo, que já está em sua décima edição.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
08/01/2026 14h16
Senado vai analisar novos cargos de desembargador para o Nordeste
08/01/2026 14h14
Projeto prevê educação midiática nas escolas
08/01/2026 11h43
Maringá (PR) recebe o título de Capital Nacional do Associativismo