TV SENADO EXIBE "NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR" NESTE FIM DE SEMANA
Da Redação | 01/06/2000, 00h00
O elogiado documentário "Notícias de uma guerra particular", de João Moreira Salles e Kátia Lund, será exibido pela TV Senado nesta sexta-feira (dia 2), às 21h30 e à meia-noite, e no sábado (dia 3), também à meia-noite. O filme aborda o estado da violência urbana no Brasil, especialmente nas favelas do Rio de Janeiro, onde vive e morre, rotineiramente, uma legião de crianças e jovens a serviço do narcotráfico.
O documentário tem como personagens policiais, traficantes e moradores de favelas, envolvidos em uma guerra diária e sem vencedores. Conforme João Moreira Salles, o documentário não tem a pretensão de apontar soluções, deixando que as pessoas diretamente envolvidas no conflito dêem seu testemunho.
Moreira Salles destaca a banalização dos horrores produzidos por uma realidade, onde as drogas se misturam com a miséria, e as armas e a violência se tornam os únicos argumentos respeitados.
- Chego em casa depois de um dia em que invadi talvez mais de uma favela, em que matei um traficante e um traficante matou um dos meus companheiros, e meus pais não perguntam mais como foi, o que fiz, se estou bem, se não estou. Estão saturados, todo mundo está - afirma no filme um capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM, se queixando que a cada dia as pessoas se interessam menos pelo que ele faz.
A diretora da TV Senado, Marilena Chiarelli, defendeu a iniciativa da televisão em divulgar os filmes produzidos no Brasil, sobretudo quando eles procuram analisar "aspectos preocupantes da nossa realidade, como o faz esse documentário."
Ela também citou a importância do trabalho da subcomissão do Cinema Brasileiro. Instalada em junho de 1999 com o propósito de identificar os problemas da produção audiovisual brasileira, realizou sete audiências públicas para conhecer as propostas dos diversos segmentos ligados à atividade e propor, através de medidas legislativas, soluções adequadas para o setor.
O documentário tem como personagens policiais, traficantes e moradores de favelas, envolvidos em uma guerra diária e sem vencedores. Conforme João Moreira Salles, o documentário não tem a pretensão de apontar soluções, deixando que as pessoas diretamente envolvidas no conflito dêem seu testemunho.
Moreira Salles destaca a banalização dos horrores produzidos por uma realidade, onde as drogas se misturam com a miséria, e as armas e a violência se tornam os únicos argumentos respeitados.
- Chego em casa depois de um dia em que invadi talvez mais de uma favela, em que matei um traficante e um traficante matou um dos meus companheiros, e meus pais não perguntam mais como foi, o que fiz, se estou bem, se não estou. Estão saturados, todo mundo está - afirma no filme um capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM, se queixando que a cada dia as pessoas se interessam menos pelo que ele faz.
A diretora da TV Senado, Marilena Chiarelli, defendeu a iniciativa da televisão em divulgar os filmes produzidos no Brasil, sobretudo quando eles procuram analisar "aspectos preocupantes da nossa realidade, como o faz esse documentário."
Ela também citou a importância do trabalho da subcomissão do Cinema Brasileiro. Instalada em junho de 1999 com o propósito de identificar os problemas da produção audiovisual brasileira, realizou sete audiências públicas para conhecer as propostas dos diversos segmentos ligados à atividade e propor, através de medidas legislativas, soluções adequadas para o setor.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
05/01/2026 14h41
Venezuela tem 2,2 mil Km de fronteira com Roraima e Amazonas
05/01/2026 14h41
Prisão de Maduro pelos Estados Unidos preocupa senadores