SATURNINO APONTA RISCOS DA DOLARIZAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL
Da Redação | 07/02/2000, 00h00
Referindo-se à dolarização do México e do Equador e à iminência de a Argentina também adotar a moeda americana, o senador Roberto Saturnino (PSB-RJ) alertou nesta segunda-feira (dia 7) o governo brasileiro para mudar sua política econômica, sob o risco de trilhar o mesmo caminho. Ele sugeriu que o Brasil adote um processo de desenvolvimento autônomo, voltado para as nações da América do Sul, a fim de mostrar a esses países que existe uma alternativa à idéia de atrelar-se à economia americana.
Conforme Saturnino, o endividamento em dólar das empresas argentinas e a política cambial adotada pelo ex-presidente Carlos Menem só deram ao atual presidente Fernando De La Rua a alternativa da dolarização. Na opinião do senador, a medida não só inviabilizará completamente o Mercosul, como vai se constituir numa pressão para que o Brasil também dolarize sua economia, apesar de o ministro Pedro Malan dizer que isso jamais ocorrerá.
- Com esses países se entregando um a um, o Brasil ficará cercado por nações ligadas ao interesse americano. Como o Equador e a Argentina, o Brasil ficará também sem alternativa e sem outro caminho a não ser abrir mão da moeda nacional. Isso acontecerá fatalmente se o governo brasileiro não tomar a decisão de mostrar à América Latina que existe outra alternativa e que o Brasil é capaz de liderar essa outra alternativa.
Na opinião de Saturnino, ou o Brasil toma agora a decisão de mudar a sua política econômica, de voltar-se para um processo de desenvolvimento autônomo, de olhar para as nações da América do Sul, com uma política de desenvolvimento que seja também de justiça social, "ou estaremos condenados a também entrarmos na esteira da dolarização, visto que vamos ficar cercados de países que adotaram a moeda americana".
Em sua análise, o senador disse que, se o atual governo não mudar sua política, o próximo presidente brasileiro já poderá entrar sem alternativa. "Que alternativa resta a Fernando De La Rua se não levar a economia argentina à dolarização? Por que os compromissos que ele recebeu do governo anterior o obrigam a tomar esse rumo", argumentou o senador. No seu entender, o Brasil é o único país com dimensão para propor uma alternativa à América do Sul. Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu a criação de uma comissão no Senado para estudar esse assunto.
Conforme Saturnino, o endividamento em dólar das empresas argentinas e a política cambial adotada pelo ex-presidente Carlos Menem só deram ao atual presidente Fernando De La Rua a alternativa da dolarização. Na opinião do senador, a medida não só inviabilizará completamente o Mercosul, como vai se constituir numa pressão para que o Brasil também dolarize sua economia, apesar de o ministro Pedro Malan dizer que isso jamais ocorrerá.
- Com esses países se entregando um a um, o Brasil ficará cercado por nações ligadas ao interesse americano. Como o Equador e a Argentina, o Brasil ficará também sem alternativa e sem outro caminho a não ser abrir mão da moeda nacional. Isso acontecerá fatalmente se o governo brasileiro não tomar a decisão de mostrar à América Latina que existe outra alternativa e que o Brasil é capaz de liderar essa outra alternativa.
Na opinião de Saturnino, ou o Brasil toma agora a decisão de mudar a sua política econômica, de voltar-se para um processo de desenvolvimento autônomo, de olhar para as nações da América do Sul, com uma política de desenvolvimento que seja também de justiça social, "ou estaremos condenados a também entrarmos na esteira da dolarização, visto que vamos ficar cercados de países que adotaram a moeda americana".
Em sua análise, o senador disse que, se o atual governo não mudar sua política, o próximo presidente brasileiro já poderá entrar sem alternativa. "Que alternativa resta a Fernando De La Rua se não levar a economia argentina à dolarização? Por que os compromissos que ele recebeu do governo anterior o obrigam a tomar esse rumo", argumentou o senador. No seu entender, o Brasil é o único país com dimensão para propor uma alternativa à América do Sul. Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu a criação de uma comissão no Senado para estudar esse assunto.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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