ARRUDA PROPÕE O FIM DOS BINGOS ESPORTIVOS
Da Redação | 23/12/1999, 00h00
O fim dos bingos destinados a arrecadar recursos para entidades desportivas está sendo proposto pelo senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) por meio de projeto de lei. A proibição de funcionamento desses bingos se daria com a revogação dos artigos 59 a 81 da lei 9.615/1998, conhecida como "Lei Pelé", que criou os bingos. Segundo o senador, os preceitos que nortearam a elaboração da lei acabaram desvirtuados pela ação dos administradores das casas de jogos.
- Como os clubes e entidades desportivas não possuem, no mais das vezes, estrutura para administrar os sorteios, contratam empresas especializadas que acabam abocanhando a maior parte dos recursos - diz Arruda na justificação do seu projeto.
De acordo com Arruda, as casas de bingo são "verdadeiras máfias", que atuam como atravessadores, utilizando-se das entidades desportivas para burlar a legislação e ficar com a maior parte do lucro. É comum ainda o estabelecimento de "entidades fantasmas" que servem de fachada para a realização de grandes negócios. Ocorre também de clubes inidôneos emprestarem seus nomes para serem usados por empresas inescrupulosas, de acordo com Arruda.
Além de ganhar muito dinheiro às custas de clubes e outras entidades desportivas, as casas de bingo passaram também a explorar máquinas de jogos de azar, que funcionam como cassinos. Essas atividades tornaram fácil aos empresários sonegar impostos e "lavar" dinheiro oriundo da contravenção.
- Alega-se que, de qualquer maneira, algum dinheiro chega às entidades esportivas, mais do que muitas jamais receberam. Muito pouco, entretanto, em relação aos lucros obtidos pelos os administradores de casas de jogos - argumenta o senador. Ele acredita que com a proibição dos bingos, surgirão outras formas de incentivo ao esporte, sem a ação de intermediários.
- Como os clubes e entidades desportivas não possuem, no mais das vezes, estrutura para administrar os sorteios, contratam empresas especializadas que acabam abocanhando a maior parte dos recursos - diz Arruda na justificação do seu projeto.
De acordo com Arruda, as casas de bingo são "verdadeiras máfias", que atuam como atravessadores, utilizando-se das entidades desportivas para burlar a legislação e ficar com a maior parte do lucro. É comum ainda o estabelecimento de "entidades fantasmas" que servem de fachada para a realização de grandes negócios. Ocorre também de clubes inidôneos emprestarem seus nomes para serem usados por empresas inescrupulosas, de acordo com Arruda.
Além de ganhar muito dinheiro às custas de clubes e outras entidades desportivas, as casas de bingo passaram também a explorar máquinas de jogos de azar, que funcionam como cassinos. Essas atividades tornaram fácil aos empresários sonegar impostos e "lavar" dinheiro oriundo da contravenção.
- Alega-se que, de qualquer maneira, algum dinheiro chega às entidades esportivas, mais do que muitas jamais receberam. Muito pouco, entretanto, em relação aos lucros obtidos pelos os administradores de casas de jogos - argumenta o senador. Ele acredita que com a proibição dos bingos, surgirão outras formas de incentivo ao esporte, sem a ação de intermediários.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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