SIMON: ROMBO SÓ FOI DESCOBERTO GRAÇAS A RASCUNHO
Da Redação | 29/11/1999, 00h00
A CPI do sistema financeiro só descobriu que o Banco Central havia usado R$ 14,86 bilhões das reservas bancárias e do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) graças a um rascunho de tabela encontrado por um consultor do Senado, "provavelmente enviado por engano à CPI", informou o senador Pedro Simon (PMDB-RS) em seu discurso.
- É inaceitável que um rombo de R$ 13 bilhões tenha sido escondido durante tanto tempo - de nós e da sociedade, do presidente da República. As explicações do diretor do Banco Central nada mais são que filigranas conceituais. O rombo existiu, é real e foi escondido pelo Banco Central, o que é muito grave - afirmou o senador. .
Ele observou que o presidente da República afirmava que o Proer estava custando R$ 20 bilhões. "O presidente dizia que não havia dinheiro do Tesouro, não havia dinheiro nosso. Só dos bancos.Mas agora se vê que o saldo é de R$ 37 bilhões." .
Pedro Simon contestou o ex-diretor do BC por ter afirmado que o próprio Congresso autorizou o Banco Central a receber moedas "podres" nas operações de saneamento de bancos. "Vários especialistas consultados pela CPI sustentam que a lei não obrigava o BC a abrir mão do deságio ao receber essas moedas." .
Congresso colocou por três vezes na Lei de Diretrizes Orçamentárias que o governo apresentaria um quadro do Banco Central com a discriminação detalhada dos gastos com o Proer, mas todas as vezes do presidente da República vetou os artigos sobre isso. Para o senador, a atitude do governo deve ser interpretada como "transparência zero".
- É inaceitável que um rombo de R$ 13 bilhões tenha sido escondido durante tanto tempo - de nós e da sociedade, do presidente da República. As explicações do diretor do Banco Central nada mais são que filigranas conceituais. O rombo existiu, é real e foi escondido pelo Banco Central, o que é muito grave - afirmou o senador. .
Ele observou que o presidente da República afirmava que o Proer estava custando R$ 20 bilhões. "O presidente dizia que não havia dinheiro do Tesouro, não havia dinheiro nosso. Só dos bancos.Mas agora se vê que o saldo é de R$ 37 bilhões." .
Pedro Simon contestou o ex-diretor do BC por ter afirmado que o próprio Congresso autorizou o Banco Central a receber moedas "podres" nas operações de saneamento de bancos. "Vários especialistas consultados pela CPI sustentam que a lei não obrigava o BC a abrir mão do deságio ao receber essas moedas." .
Congresso colocou por três vezes na Lei de Diretrizes Orçamentárias que o governo apresentaria um quadro do Banco Central com a discriminação detalhada dos gastos com o Proer, mas todas as vezes do presidente da República vetou os artigos sobre isso. Para o senador, a atitude do governo deve ser interpretada como "transparência zero".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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