REQUIÃO DIZ QUE GRECA PARTICIPOU DA VENDA DE MP
Da Redação | 18/11/1999, 00h00
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca participou da "venda" de uma medida provisória, permitindo a entrada de máquinas de bingo no país. De acordo com Requião, a máfia italiana pagou pela MP, enviada pelo ministro para assinatura do presidente da República. O senador informou que o Ministério Público e a Polícia Federal reuniram provas que incriminam Greca. "Os procuradores da República já anunciaram a sua disposição de indiciar o ministro por formação de quadrilha e uma série de outros crimes".
Requião reafirmou a necessidade de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso. Disse também que seria um gesto de coragem do ministro apoiar a CPI.
- Precisamos que, em um gesto de coragem, o ministro, para demonstrar que de nada tem medo, apoie uma comissão parlamentar de inquérito que lhe quebre imediatamente o sigilo bancário e telefônico, bem como dos auxiliares do ministério que redigiram na Conab e em outros lugares a medida provisória que ele entregou ao presidente e que foi vendida à máfia italiana - argumentou o senador pelo Paraná, acrescentando que o interrogatório desta quinta-feira (dia 18) significava uma discussão de amenidades. O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, disse que a presença de Requião na tribuna, interrogando o ministro, era prova da seriedade dos debates.
Funcionários ligados ao ministro seriam, conforme Requião, os responsáveis pela redação da portaria 23, que "aperfeiçoou a canalhice e a patifaria e transformou as máquinas de jogo em bingos permanentes". Esta portaria, que legalizou as máquinas de jogo, teria custado US$ 150 mil aos donos das casas de bingo, segundo o parlamentar. Requião também acusou o grupo de cobrar US$ 15 mil para cada nova autorização de funcionamento para casas de bingo.
Segundo o senador, o ministro apresentou ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma única minuta de medida provisória, elaborada pelos donos de casas de bingo, abrindo e liberalizando o jogo:
- Quem tentava induzir em erro o presidente da República era o ministro, que apresentou à Casa Civil uma única medida provisória, que liberava as máquinas de jogo no país - afirmou o senador, acrescentando que "o presidente foi vendido à máfia do narcotráfico italiana e espanhola pelo famoso grupo de Curitiba".
Em sua defesa, Greca respondeu que, por não ser ligado à máfia ou à lavagem de drogas, não é o opositor que Requião gostaria de ter. Afirmou ainda ter apresentado ao presidente da República não uma, mas duas opções de medida provisória sobre a regulamentação do jogo. Disse também que o ex-diretor de Administração e Finanças do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Esporte (Indesp), Luiz Antonio Buffara de Freitas, não foi seu tesoureiro de campanha, como acusara Requião. Segundo o senador, Buffara era um dos funcionários ligados ao ministro que teriam redigido a portaria 23.
Requião afirmou que o ministro mentiu ao Senado Federal, uma vez que é "público e notório" no Paraná que Buffara fora seu caixa de campanha.
Requião reafirmou a necessidade de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso. Disse também que seria um gesto de coragem do ministro apoiar a CPI.
- Precisamos que, em um gesto de coragem, o ministro, para demonstrar que de nada tem medo, apoie uma comissão parlamentar de inquérito que lhe quebre imediatamente o sigilo bancário e telefônico, bem como dos auxiliares do ministério que redigiram na Conab e em outros lugares a medida provisória que ele entregou ao presidente e que foi vendida à máfia italiana - argumentou o senador pelo Paraná, acrescentando que o interrogatório desta quinta-feira (dia 18) significava uma discussão de amenidades. O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, disse que a presença de Requião na tribuna, interrogando o ministro, era prova da seriedade dos debates.
Funcionários ligados ao ministro seriam, conforme Requião, os responsáveis pela redação da portaria 23, que "aperfeiçoou a canalhice e a patifaria e transformou as máquinas de jogo em bingos permanentes". Esta portaria, que legalizou as máquinas de jogo, teria custado US$ 150 mil aos donos das casas de bingo, segundo o parlamentar. Requião também acusou o grupo de cobrar US$ 15 mil para cada nova autorização de funcionamento para casas de bingo.
Segundo o senador, o ministro apresentou ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma única minuta de medida provisória, elaborada pelos donos de casas de bingo, abrindo e liberalizando o jogo:
- Quem tentava induzir em erro o presidente da República era o ministro, que apresentou à Casa Civil uma única medida provisória, que liberava as máquinas de jogo no país - afirmou o senador, acrescentando que "o presidente foi vendido à máfia do narcotráfico italiana e espanhola pelo famoso grupo de Curitiba".
Em sua defesa, Greca respondeu que, por não ser ligado à máfia ou à lavagem de drogas, não é o opositor que Requião gostaria de ter. Afirmou ainda ter apresentado ao presidente da República não uma, mas duas opções de medida provisória sobre a regulamentação do jogo. Disse também que o ex-diretor de Administração e Finanças do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Esporte (Indesp), Luiz Antonio Buffara de Freitas, não foi seu tesoureiro de campanha, como acusara Requião. Segundo o senador, Buffara era um dos funcionários ligados ao ministro que teriam redigido a portaria 23.
Requião afirmou que o ministro mentiu ao Senado Federal, uma vez que é "público e notório" no Paraná que Buffara fora seu caixa de campanha.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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