FREIRE DEFENDE SERVIÇO SOCIAL OBRIGATÓRIO PARA MÉDICOS
Da Redação | 16/11/1999, 00h00
O senador Roberto Freire (PPS-PE) defendeu, nesta terça-feira (dia 16), a prestação de serviço social obrigatório, por parte de todos os médicos recém-formados em escolas públicas e privadas. "Para ingressarem, definitivamente, no exercício profissional da medicina, os médicos deveriam, pelo prazo de um ano, prestar atendimento em pequenos municípios, remunerados pelo poder público federal", afirmou.
Para Freire, uma iniciativa como essa iria resolver boa parte das dificuldades que muitos prefeitos enfrentam ao oferecer condições dígnas de trabalho para médicos sem encontrar candidatos. "Gostaria de saber a posição do Conselho Federal de Medicina sobre essa proposta, indagando se conhece alternativas para resolver os desafios da interiorização da medicina no país". .
O senador por Pernambuco lembrou o paradoxo de o Brasil contar com médicos aparentemente em número suficiente, mas concentrados nas capitais e grandes e médios municípios, enquanto os pequenos ficam sem atendimento. "O PPS está vocacionado para o poder. Assim, não vamos nos satisfazer com o diagnóstico dos dramas nacionais, mas procurar soluções". .
Freire lembrou recente decisão do governo brasileiro de renunciar ao convênio com a Unesco que permitia a presença de médicos estrangeiros no país, em especial dos "Médicos sem Fronteira", que trabalhavam em favelas e municípios longínquos e de profissionais cubanos que atendiam municípios carentes. "Segundo denúncias, o CFM teria cedido ao corporativismo, pressionando o governo a tomar essa atitude, alegando não haver necessidade de "importar" médicos". .
Segundo Freire, são necessários métodos inovadores de gerenciamento e mudanças de caráter institucional para mudar o panorama do atendimento à saúde no Brasil. "Ao lado do serviço social obrigatório, estamos propondo a proibição que médicos tenham mais de um emprego público. Esse foi um equívoco da Constituição. Segundo denúncias, está resultando num sistema em que o médico ganha pouco, mas trabalha pouco. Mesmo que não seja prática generalizada, é um escândalo", indignou-se. .
Ao concluir seu discurso, Roberto Freire afirmou que, num sistema de "único emprego público, com melhores salários", haveria a disponibilização imediata de grande número de profissionais, tornando factível a política de interiorização do atendimento de saúde. "Nada tenho contra médicos cubanos ou brasileiros. Mas quero garantir que todos os municípios tenham serviço médico, mesmo precário,como o que existe para populações pobres dos grandes centros".
Para Freire, uma iniciativa como essa iria resolver boa parte das dificuldades que muitos prefeitos enfrentam ao oferecer condições dígnas de trabalho para médicos sem encontrar candidatos. "Gostaria de saber a posição do Conselho Federal de Medicina sobre essa proposta, indagando se conhece alternativas para resolver os desafios da interiorização da medicina no país". .
O senador por Pernambuco lembrou o paradoxo de o Brasil contar com médicos aparentemente em número suficiente, mas concentrados nas capitais e grandes e médios municípios, enquanto os pequenos ficam sem atendimento. "O PPS está vocacionado para o poder. Assim, não vamos nos satisfazer com o diagnóstico dos dramas nacionais, mas procurar soluções". .
Freire lembrou recente decisão do governo brasileiro de renunciar ao convênio com a Unesco que permitia a presença de médicos estrangeiros no país, em especial dos "Médicos sem Fronteira", que trabalhavam em favelas e municípios longínquos e de profissionais cubanos que atendiam municípios carentes. "Segundo denúncias, o CFM teria cedido ao corporativismo, pressionando o governo a tomar essa atitude, alegando não haver necessidade de "importar" médicos". .
Segundo Freire, são necessários métodos inovadores de gerenciamento e mudanças de caráter institucional para mudar o panorama do atendimento à saúde no Brasil. "Ao lado do serviço social obrigatório, estamos propondo a proibição que médicos tenham mais de um emprego público. Esse foi um equívoco da Constituição. Segundo denúncias, está resultando num sistema em que o médico ganha pouco, mas trabalha pouco. Mesmo que não seja prática generalizada, é um escândalo", indignou-se. .
Ao concluir seu discurso, Roberto Freire afirmou que, num sistema de "único emprego público, com melhores salários", haveria a disponibilização imediata de grande número de profissionais, tornando factível a política de interiorização do atendimento de saúde. "Nada tenho contra médicos cubanos ou brasileiros. Mas quero garantir que todos os municípios tenham serviço médico, mesmo precário,como o que existe para populações pobres dos grandes centros".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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