ERNANDES AMORIM DEFENDE REVISÃO DA POLÍTICA DE PRIVATIZAÇÃO
Da Redação | 10/11/1999, 00h00
Ao comentar que a globalização não é um meio nem um fim em si mesmo e que o governo também não é um corretor que tenha que vender para ganhar alguma comissão, o senador Ernandes Amorim (PPB-TO) defendeu uma revisão urgente na política de privatização que está sendo executada no Brasil. Ele também criticou o empréstimo de dinheiro do FGTS para que empresas estrangeiras comprem empresas nacionais.
- O BNDES, ao qual é dirigida a poupança do trabalhador brasileiro para financiar investimentos de empresas de capital nacional, está desviando seus recursos para a compra de estatais por empresas estrangeiras. Este financiamento não cria empregos, não gera riquezas, não aumenta o parque produtivo do Brasil, não desenvolve o país - denunciou Ernandes Amorim.
O senador por Rondônia acrescentou que enquanto o Brasil financia a 5% empresas estrangeiras para a compra do patrimônio nacional, as companhias do exterior se instalam no país e aplicam seus próprios recursos no mercado financeiro, onde o próprio governo paga juros de 19% , "extorsivos, sacados do imposto cobrado do trabalhador".
Ernandes Amorim ressaltou que os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Desenvolvimento, Alcides Tápias, devem lembrar que "não são empregados do capital internacional, mas empregados do Brasil". Malan, acrescentou o senador, não pode ser um gerente da "banca internacional".
Em aparte, o senador Edison Lobão (PFL-MA) defendeu Pedro Malan, considerando que Ernandes Amorim foi injusto ao dizer que o ministro é defensor do capital internacional. Já a senadora Heloísa Helena (PT-AL) concordou com o pronunciamento de Amorim, acrescentando que não apenas a equipe econômica, mas a condução da política do governo federal é de subserviência ao capital especulativo internacional e ao Fundo Monetário Internacional.
- O BNDES, ao qual é dirigida a poupança do trabalhador brasileiro para financiar investimentos de empresas de capital nacional, está desviando seus recursos para a compra de estatais por empresas estrangeiras. Este financiamento não cria empregos, não gera riquezas, não aumenta o parque produtivo do Brasil, não desenvolve o país - denunciou Ernandes Amorim.
O senador por Rondônia acrescentou que enquanto o Brasil financia a 5% empresas estrangeiras para a compra do patrimônio nacional, as companhias do exterior se instalam no país e aplicam seus próprios recursos no mercado financeiro, onde o próprio governo paga juros de 19% , "extorsivos, sacados do imposto cobrado do trabalhador".
Ernandes Amorim ressaltou que os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Desenvolvimento, Alcides Tápias, devem lembrar que "não são empregados do capital internacional, mas empregados do Brasil". Malan, acrescentou o senador, não pode ser um gerente da "banca internacional".
Em aparte, o senador Edison Lobão (PFL-MA) defendeu Pedro Malan, considerando que Ernandes Amorim foi injusto ao dizer que o ministro é defensor do capital internacional. Já a senadora Heloísa Helena (PT-AL) concordou com o pronunciamento de Amorim, acrescentando que não apenas a equipe econômica, mas a condução da política do governo federal é de subserviência ao capital especulativo internacional e ao Fundo Monetário Internacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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