CABRAL ALERTA PARA "APETITE ESTRANGEIRO" NA AMAZÔNIA
Da Redação | 08/11/1999, 00h00
O senador Bernardo Cabral (PFL-AM) alertou, nesta segunda-feira (dia 8), para "o descaso e a pouca importância" que o governo tem dado à Amazônia. Ele lembrou que seguidamente tem denunciado a interferência de guerrilheiros ligados ao tráfico de drogas nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas que, segundo disse, pertencem aos grupos Sendero Luminoso, do Peru, e FARC, da Colômbia.
As Forças Armadas brasileiras, segundo o senador, também estão preocupadas com o assunto, tendo tomado a iniciativa de promover, recentemente, manobras na fronteira do Brasil com a Colômbia, na região chamada "Cabeça do Cachorro", divulgadas na revista Veja dessa semana.
Cabral aplaudiu a decisão de vários órgãos da imprensa de alertar as autoridades e a população para os perigos que ameaçam a região. Ele citou reportagem publicada no início deste mês no jornal "A Tribuna da Imprensa, em que o comandante militar da Amazônia, general Luiz Gonzaga Lessa, denuncia "o apetite estrangeiro pela Amazônia". O militar, disse Cabral, "advoga a imediata retomada e expansão do programa Calha Norte para garantir a soberania brasileira na região".
O jornal, segundo o senador, também publica entrevista com o almirante Roberto Gama e Silva, advertindo para a necessidade de implantação de núcleos de ocupação periférica na Amazônia, evitando vazios populacionais na fronteira. "Ele afirma ser possível ampliar a flotilha da Marinha, com a Receita Federal, o Ministério da Saúde e a Polícia Federal, para patrulhar e defender a região", disse.
Bernardo Cabral citou declarações desses militares criticando a revitalização do Programa Calha Norte com a dotação anual de recursos da ordem de R$ 800 mil, previstos no Plano Plurianual (PPA). "É ridícula essa cifra diante da necessidade de defesa da soberania na região, não em nome das Forças Armadas, mas da sociedade brasileira como um todo", disse o senador, citando os oficiais.
Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) disse que os muitos alertas da bancada da Amazônia sobre perigos à soberania nacional na região já estão merecendo uma manifestação oficial do governo. Ele disse ter informações do ministro da Defesa, Elcio Alvares, de que em seminário sobre a Amazônia, que se realizará em breve, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, divulgará "uma posição inédita" do governo para proteger a região.
Também em aparte, o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) afirmou que a trama internacional de cobiça na Amazônia tem sede oficial na Suiça e "cabeça pensante em Londres, com participação até dos príncipes Philip e Charles". Para ele, o governo federal "é conivente, ou pelo menos omisso, com esse complô para se apossar do petróleo, madeira, minérios e biodiversidade da região".
As Forças Armadas brasileiras, segundo o senador, também estão preocupadas com o assunto, tendo tomado a iniciativa de promover, recentemente, manobras na fronteira do Brasil com a Colômbia, na região chamada "Cabeça do Cachorro", divulgadas na revista Veja dessa semana.
Cabral aplaudiu a decisão de vários órgãos da imprensa de alertar as autoridades e a população para os perigos que ameaçam a região. Ele citou reportagem publicada no início deste mês no jornal "A Tribuna da Imprensa, em que o comandante militar da Amazônia, general Luiz Gonzaga Lessa, denuncia "o apetite estrangeiro pela Amazônia". O militar, disse Cabral, "advoga a imediata retomada e expansão do programa Calha Norte para garantir a soberania brasileira na região".
O jornal, segundo o senador, também publica entrevista com o almirante Roberto Gama e Silva, advertindo para a necessidade de implantação de núcleos de ocupação periférica na Amazônia, evitando vazios populacionais na fronteira. "Ele afirma ser possível ampliar a flotilha da Marinha, com a Receita Federal, o Ministério da Saúde e a Polícia Federal, para patrulhar e defender a região", disse.
Bernardo Cabral citou declarações desses militares criticando a revitalização do Programa Calha Norte com a dotação anual de recursos da ordem de R$ 800 mil, previstos no Plano Plurianual (PPA). "É ridícula essa cifra diante da necessidade de defesa da soberania na região, não em nome das Forças Armadas, mas da sociedade brasileira como um todo", disse o senador, citando os oficiais.
Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) disse que os muitos alertas da bancada da Amazônia sobre perigos à soberania nacional na região já estão merecendo uma manifestação oficial do governo. Ele disse ter informações do ministro da Defesa, Elcio Alvares, de que em seminário sobre a Amazônia, que se realizará em breve, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, divulgará "uma posição inédita" do governo para proteger a região.
Também em aparte, o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) afirmou que a trama internacional de cobiça na Amazônia tem sede oficial na Suiça e "cabeça pensante em Londres, com participação até dos príncipes Philip e Charles". Para ele, o governo federal "é conivente, ou pelo menos omisso, com esse complô para se apossar do petróleo, madeira, minérios e biodiversidade da região".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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