REQUIÃO ELOGIA AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA DECISÃO DA CEF
Da Redação | 05/11/1999, 00h00
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) elogiou, nesta sexta-feira (dia 5), decisão do Ministério Público Federal de ingressar com ação penal na Justiça Federal contra os envolvidos no superfaturamento de 32 empreeendimentos imobiliários no Paraná. São imóveis populares financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF), com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Requião lembrou que as irregularidades começaram a ser investigadas em 1992, quando ele era o governador do Paraná. Em decorrência disso, a CEF instaurou comissão de sindicância para analisar 45 empreendimentos, dos quais 32 indicavam preços bem superiores aos valores de mercado. Em conseqüência, a Caixa demitiu funcionários envolvidos e Requião enviou relatórios ao Tribunal de Contas, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral do Paraná. A Associação de Defesa e Orientação do Consumidor, informou o senador, propôs ação civil pública contra a União e a Caixa. A instituição, por sua vez, ingressou com ação de execução da dívida oriunda do financiamento conferido à Cooperativa Oeste (Coheste) e à empresa Khouri, envolvidas no caso.
No entanto, segundo o senador, no final do ano passado, a CEF celebrou acordo com a Coheste pelo qual concedeu moratória e abateu grande parte da dívida, dilatou o prazo para pagamento e fez um adiantamento de recursos para a cooperativa para que pudesse saldar suas dívidas com a instituição.
- Quem paga o prejuízo da CEF? O pacato cidadão que uma vez mais resigna-se com o aumento dos impostos - protestou Requião.
JUROS
Em outra parte do seu pronunciamento, o senador leu uma carta da Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (Cives), na qual a entidade divulga os resultados de estudos que realizou sobre a Medida Provisória nº1.925. O texto condena as medidas que o governo propõe através dessa MP, com a justificativa de baixar os juros.
Conforme o documento apresentado pelo senador, "as medidas anunciadas pelo governo só beneficiam as instituições financeiras e terão efeito contrário ao pretendido no custo do crédito para tomador final e não mexem no lucro dos bancos". Requião explicou que o objetivo do documento, conforme seus autores, é o de esclarecer os senadores quando da votação da MP1.925 no Congresso.
Requião lembrou que as irregularidades começaram a ser investigadas em 1992, quando ele era o governador do Paraná. Em decorrência disso, a CEF instaurou comissão de sindicância para analisar 45 empreendimentos, dos quais 32 indicavam preços bem superiores aos valores de mercado. Em conseqüência, a Caixa demitiu funcionários envolvidos e Requião enviou relatórios ao Tribunal de Contas, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral do Paraná. A Associação de Defesa e Orientação do Consumidor, informou o senador, propôs ação civil pública contra a União e a Caixa. A instituição, por sua vez, ingressou com ação de execução da dívida oriunda do financiamento conferido à Cooperativa Oeste (Coheste) e à empresa Khouri, envolvidas no caso.
No entanto, segundo o senador, no final do ano passado, a CEF celebrou acordo com a Coheste pelo qual concedeu moratória e abateu grande parte da dívida, dilatou o prazo para pagamento e fez um adiantamento de recursos para a cooperativa para que pudesse saldar suas dívidas com a instituição.
- Quem paga o prejuízo da CEF? O pacato cidadão que uma vez mais resigna-se com o aumento dos impostos - protestou Requião.
JUROS
Em outra parte do seu pronunciamento, o senador leu uma carta da Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (Cives), na qual a entidade divulga os resultados de estudos que realizou sobre a Medida Provisória nº1.925. O texto condena as medidas que o governo propõe através dessa MP, com a justificativa de baixar os juros.
Conforme o documento apresentado pelo senador, "as medidas anunciadas pelo governo só beneficiam as instituições financeiras e terão efeito contrário ao pretendido no custo do crédito para tomador final e não mexem no lucro dos bancos". Requião explicou que o objetivo do documento, conforme seus autores, é o de esclarecer os senadores quando da votação da MP1.925 no Congresso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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