JUCÁ DIZ QUE AMAZÔNIA TEM DÚVIDAS SOBRE PRIVATIZAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO
Da Redação | 04/11/1999, 00h00
O senador Romero Jucá (PSDB-RR) disse que o programa de privatização do setor elétrico na Região Norte tem despertado sérias dúvidas e preocupações entre os cidadãos da Amazônia. Jucá acredita que a privatização dos serviços de energia elétrica, que vem sendo levada a cabo nas demais regiões do Brasil, não é compatível com as características e o estágio de desenvolvimento da região amazônica.
- Portanto, é com desconfiança que vemos incluída no Programa Nacional de Desestatização a cisão da Eletronorte, e seu desdobramento em sete empresas, sendo seis a serem privatizadas e uma, a Eletronorte remanescente, reduzida ao atendimento das pequenas localidades, dos pequenos sistemas isolados, dos mercados rarefeitos da região - afirmou o senador.
Para Jucá, a maneira como esse programa de privatização está sendo formulado não assegura para a Amazônia as condições indispensáveis para o desenvolvimento econômico e para a integração territorial e nem garante a defesa dos interesses estratégicos nacionais e a soberania da Região Norte.
Segundo o senador, a Região Amazônica encontra-se em estágio de início de desenvolvimento, necessitando de ação estatal direta na implantação da infra-estrutura necessária, "incluído aí um setor elétrico que abra caminhos pioneiros, acima de considerações de imediata vantagem comercial. A privatização pode ser boa para as regiões mais desenvolvidas, mas é um grande risco na Amazônia; ainda mais a privatização internacional que pode ferir nossa soberania".
Romero Jucá defendeu o reexame da privatização da Eletronorte e a busca de um modelo que garanta o desenvolvimento da região. Para ele, propostas alternativas devem ser estudadas, como a apresentada por entidades sindicais da região, que institui uma holding regional do setor elétrico, com subsidiárias estaduais. Essa holding, explicou Jucá, seria a Eletronorte e as subsidiárias estaduais ficariam encarregadas dos serviços de energia elétrica do estado respectivo, com exceção dos estados que já realizaram a privatização de suas empresas.
- Portanto, é com desconfiança que vemos incluída no Programa Nacional de Desestatização a cisão da Eletronorte, e seu desdobramento em sete empresas, sendo seis a serem privatizadas e uma, a Eletronorte remanescente, reduzida ao atendimento das pequenas localidades, dos pequenos sistemas isolados, dos mercados rarefeitos da região - afirmou o senador.
Para Jucá, a maneira como esse programa de privatização está sendo formulado não assegura para a Amazônia as condições indispensáveis para o desenvolvimento econômico e para a integração territorial e nem garante a defesa dos interesses estratégicos nacionais e a soberania da Região Norte.
Segundo o senador, a Região Amazônica encontra-se em estágio de início de desenvolvimento, necessitando de ação estatal direta na implantação da infra-estrutura necessária, "incluído aí um setor elétrico que abra caminhos pioneiros, acima de considerações de imediata vantagem comercial. A privatização pode ser boa para as regiões mais desenvolvidas, mas é um grande risco na Amazônia; ainda mais a privatização internacional que pode ferir nossa soberania".
Romero Jucá defendeu o reexame da privatização da Eletronorte e a busca de um modelo que garanta o desenvolvimento da região. Para ele, propostas alternativas devem ser estudadas, como a apresentada por entidades sindicais da região, que institui uma holding regional do setor elétrico, com subsidiárias estaduais. Essa holding, explicou Jucá, seria a Eletronorte e as subsidiárias estaduais ficariam encarregadas dos serviços de energia elétrica do estado respectivo, com exceção dos estados que já realizaram a privatização de suas empresas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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