PEDRO PIVA: QUEM FALA POR MÁRIO COVAS É O SEU PASSADO

Da Redação | 15/09/1999, 00h00

Em resposta a críticas feitas pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ao governador de São Paulo, Mário Covas, na terça-feira (dia 14), o senador Pedro Piva (PSDB-SP) lembrou nesta quarta-feira (dia 15) "a lição de que política não se faz com o fígado - o exercício da política se faz com a cabeça, com a razão", que segundo ele, foi deixada pelo ex-deputado Ulysses Guimarães.
Ao destacar que Mário Covas não precisa de defensores, Pedro Piva lembrou "sua luta pela redemocratização, sua biografia inatacável, suas realizações como político e administrador, sua estatura de homem público. Quem fala por Covas é o seu passado, é o seu presente, é todo o imenso potencial que o credencia a assumir novas responsabilidades perante o país - e isto tudo o Brasil inteiro conhece de sobra".
Pedro Piva afirmou que, apesar de sua pujança, São Paulo sofre os problemas comuns ao país, como a pobreza, o desemprego, as questões sociais e econômicas, a herança de injustiças. O senador disse que são homens como Mário Covas que podem ajudar a reescrever essa história cruel.
A respeito da perda de uma montadora de automóveis que deixou São Paulo e se transferiu para o Nordeste, Pedro Piva considerou o episódio como indicador de que o país está no caminho da redução das desigualdades regionais, "única forma de Alagoas e outros estados mais pobres conquistarem sua autonomia econômica e financeira".
Ressaltando que o aplauso e as vaias constituem manifestações democráticas, Piva afirmou que o homem público responsável não pode pautar sua conduta pelo aplauso fácil, nem deve ter receio de enfrentar interesses poderosos apenas para buscar a popularidade. O senador observou que Covas governou São Paulo por quatro anos e mereceu a aprovação popular com sua reeleição para um segundo mandato.
- Para encerrar, gostaria de repetir aqui o que fez o ex-presidente Juscelino Kubitschek quando de seu último discurso da tribuna do Senado, ao saber que acabara de ser cassado. Ele pediu desculpas à comunidade internacional por aquele momento infeliz do Brasil, cujo povo não tinha culpa por estar sendo governado por forças obscuras. Neste momento, penso que devemos pedir desculpas ao povo brasileiro pelos excessos que um bom companheiro comete, movido pela emoção - até compreensível, mas sem respaldo na verdade dos fatos - disse Pedro Piva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: