HELOÍSA HELENA QUER URGÊNCIA PARA DEBATE SOBRE TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
Da Redação | 14/09/1999, 00h00
A senadora Heloísa Helena (PT-AL) defendeu nesta terça-feira (dia 14) urgência para o debate sobre a transposição do Rio São Francisco, independente da forma escolhida para realizá-lo. A senadora já havia proposto a realização de audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Sociais (CAS), de Assuntos Econômicos (CAE) e de Infra Estrutura (CI), com a participação dos ministros e técnicos envolvidos ou responsáveis pela questão. Heloísa Helena também apoiou proposta da senadora Maria do Carmo (PFL-SE) para criação de uma comissão temporária que analisaria o projeto do governo federal para a transposição, que consta do Plano Plurianual encaminhado ao Congresso Nacional no final de agosto.
Segundo Heloísa Helena, o debate não pode ser visto como uma disputa entre os estados banhados pelo rio São Francisco e aqueles que não o são. Para a senadora, a transposição das águas não é uma garantia de que os problemas dos estados por onde o São Francisco não passa serão resolvidos, uma vez que os estados que contam com essas águas ainda enfrentam dificuldades. A senadora lembrou audiência na qual as bancadas parlamentares de Alagoas e Sergipe ouviram do ministro da Integração, Fernando Bezerra, que o projeto de transposição não teria apoio do governo caso não estivesse garantida a vitalidade do rio.
Em aparte, o senador Silva Júnior (PMDB-PB) disse que o Brasil está às vésperas de uma crise em relação ao uso da água doce e defendeu um debate desapaixonado em torno da transposição do rio São Francisco. Para o senador, o mais importante é aproveitar o potencial do rio sem arriscar a sua sobrevivência. "O rio deve ser um instrumento que possa efetivamente servir aos estados em criar problemas futuros", avaliou.
O senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) disse que um dos assuntos mais graves e menos falado é a questão do desperdício de água, área em que o Brasil é campeão. "Será a maior dificuldade do próximo milênio", afirmou. Segundo, Bezerra, este tema é muito debatido em vários países, como a Espanha, onde de discute se a água deve ser utilizada na agricultura ou no abastecimento da população. Bezerra lembrou ainda que, em Mato Grosso, vários rios morrem de uma hora para outra e que o rio Cuiabá está quase seco devido ao assoreamento.
O senador Agnelo Alves (PMDB-RN) defendeu a criação de uma comissão especial e a convocação do ministro da Integração e de técnicos para explicarem as reais possibilidades do projeto de transposição das águas do rio São Francisco. A senadora Maria do Carmo (PFL-SE) também defendeu uma ampla discussão sobre o projeto e um debate com fundamentação técnica e não política.
Segundo Heloísa Helena, o debate não pode ser visto como uma disputa entre os estados banhados pelo rio São Francisco e aqueles que não o são. Para a senadora, a transposição das águas não é uma garantia de que os problemas dos estados por onde o São Francisco não passa serão resolvidos, uma vez que os estados que contam com essas águas ainda enfrentam dificuldades. A senadora lembrou audiência na qual as bancadas parlamentares de Alagoas e Sergipe ouviram do ministro da Integração, Fernando Bezerra, que o projeto de transposição não teria apoio do governo caso não estivesse garantida a vitalidade do rio.
Em aparte, o senador Silva Júnior (PMDB-PB) disse que o Brasil está às vésperas de uma crise em relação ao uso da água doce e defendeu um debate desapaixonado em torno da transposição do rio São Francisco. Para o senador, o mais importante é aproveitar o potencial do rio sem arriscar a sua sobrevivência. "O rio deve ser um instrumento que possa efetivamente servir aos estados em criar problemas futuros", avaliou.
O senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) disse que um dos assuntos mais graves e menos falado é a questão do desperdício de água, área em que o Brasil é campeão. "Será a maior dificuldade do próximo milênio", afirmou. Segundo, Bezerra, este tema é muito debatido em vários países, como a Espanha, onde de discute se a água deve ser utilizada na agricultura ou no abastecimento da população. Bezerra lembrou ainda que, em Mato Grosso, vários rios morrem de uma hora para outra e que o rio Cuiabá está quase seco devido ao assoreamento.
O senador Agnelo Alves (PMDB-RN) defendeu a criação de uma comissão especial e a convocação do ministro da Integração e de técnicos para explicarem as reais possibilidades do projeto de transposição das águas do rio São Francisco. A senadora Maria do Carmo (PFL-SE) também defendeu uma ampla discussão sobre o projeto e um debate com fundamentação técnica e não política.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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