PRESIDENTES DA ELETROBRÁS E DA CHESF EXPLICAM POLÍTICA DE PRIVATIZAÇÃO

Da Redação | 28/04/1999, 00h00

Os presidentes da Eletrobrás, Firmino Ferreira Sampaio Neto, e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Mozart de Siqueira Campos Araújo, explicaram nesta quarta-feira (dia 28) a política de privatização que está sendo empregada na privatização das empresas elétricas, aos integrantes da Comissão de Fiscalização e Controle, presidida pelo senador Romero Jucá (PSDB-RR), e da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, presidida pela senadora Emília Fernandes (PDT-RS).Emília Fernandes destacou o papel das comissões como fóruns de discussão e debate do Senado com a sociedade. A senadora observou que o processo de privatização no setor elétrico é da maior importância para o país por ser a mola mestra do desenvolvimento, principalmente para a Região Norte.O presidente da Eletrobrás falou sobre a legislação que orienta o processo de privatização do Sistema Eletrobrás e que criou vários órgãos de normatização e fiscalização para o setor, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Firmino lembrou ainda que a Eletrobrás é apenas executora de políticas governamentais e de decisões de instâncias superiores.A cisão da Chesf no processo de privatização foi explicado pelo presidente da empresa, Mozart de Siqueira Campos Araújo. Ele abordou a contratação de uma consultoria independente que estudou a empresa e sugeriu algumas alternativas de cisão para a privatização. Mozart disse que foi escolhida a opção que dividia a Chesf em quatro novas empresas, sendo três empresas de geração e uma empresa de transmissão e distribuição de energia. No entanto, continuou ele, o processo foi interrompido após reunião com lideranças políticas regionais que solicitaram alterações e decidiu-se por aprofundar a discussão das opções com todas as partes envolvidas.- Considerando que 95% da geração da Chesf se dá a partir das águas do São Francisco, no trecho compreendido entre Sobradinho a 804 km da foz e Xingó, a 204 km da foz, e ainda, que a geração da Chesf é bastante complexa e resultado da interdependência das suas usinas, onde os lagos de Sobradinho e Itaparica regulam toda a vazão para as demais usinas, vários conflitos se instalarão, o que trará sérias conseqüências para o Nordeste, tanto do ponto de vista do preço da energia, assim como, principalmente em relação ao uso múltiplo das águas do rio São Francisco - observou Mozart de Siqueira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: