MAGUITO QUER PRISÃO PERPÉTUA PARA SEQÜESTRADORES DE CRIANÇAS, DE IDOSOS E DE DEFICIENTES
Da Redação | 26/03/1999, 00h00
O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) anunciou que apresentará na próxima semana proposta de emenda constitucional que institui prisão perpétua para seqüestradores de crianças, de idosos e de deficientes físicos. Além disso, o senador propõe que fiquem indisponíveis os bens de familiares das vítimas. A medida, caso seja aprovada, deve atingir até parentes em terceiro grau dos seqüestrados. O caso do compositor goiano Wellington Camargo, irmão de famosa dupla de cantores, é mencionado por Maguito Vilela como exemplo de que o seqüestro, "em si, já uma covardia", toma contornos ainda mais dramáticos quando praticado contra os mais indefesos, que, portanto, "sofrem muito mais". O senador diz desejar que o clima emocional criado no país com o desfecho do crime acabe por facilitar a aprovação de seus projetos.Com relação à indisponibilidade dos bens da família, o senador explica que, dessa forma, "os seqüestradores ficam sem o mecanismo da chantagem para conseguir dinheiro em troca da libertação da vítima". Segundo Maguito, a Itália já adotou uma legislação semelhante e conseguiu reduzir "drasticamente" o número de seqüestros. "Vamos seguir o exemplo da Itália, antes que nos transformemos em uma Colômbia, onde a indústria do seqüestro só perde para o tráfico de drogas", alerta.Para Maguito, não somente os ricos serão beneficiados com a adoção de uma legislação mais dura contra o seqüestro. "Há uma banalização desse crime no país, com o estabelecimento de valores de acordo com a classe social da vítima". Segundo estatísticas do Ministério da Justiça, citadas por Maguito, as polícias estaduais já registraram ocorrências de pedidos de resgate de até R$ 500,00.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
05/01/2026 14h41
Venezuela tem 2,2 mil Km de fronteira com Roraima e Amazonas
05/01/2026 14h41
Prisão de Maduro pelos Estados Unidos preocupa senadores