MARLUCE PINTO DESTACA PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Da Redação | 10/03/1999, 00h00

 MARLUCE PINTO DESTACA PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Ao discursar nestaquarta-feira (dia 10) na sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao DiaInternacional da Mulher, a senadora Marluce Pinto (PMDB-RR) destacou o crescimento daparticipação da mulher no mercado de trabalho. Ela citou pesquisa do Ministério doTrabalho segundo a qual mais da metade das 230 mil vagas geradas entre outubro de 1996 esetembro de 1997 para trabalhadores com segundo grau completo foram ocupadas pelo sexofeminino. A pesquisa aponta ainda que as mulheres ocuparam, no mesmo período, 83% dasvagas oferecidas a dentistas, médicos e veterinários no país. A senadora destacou ofato de metade dos advogados serem do sexo feminino, como também 25% dos cargosoferecidos na magistratura. A parlamentar mencionou também o exemplo de São Paulo,estado que presenciou um aumento de 30% na participação da mulher na populaçãoeconomicamente ativa nos últimos quatro anos. As estatísticas paulistas mostram ainda umacréscimo de 900% no número de mulheres taxistas nos últimos oito anos, assim como umaumento de 190% entre as dentistas e 250% entre as médicas, no último quarto de século.Marluce Pinto ressaltou que, na política, as mulheres já estão presentes em todos oscargos, exceto na Presidência da República. O número de vereadores aumentou em mais de100% nas duas últimas eleições. – Na verdade, não existem barreiras que impeçama presença feminina onde trabalho se faça necessário. No cultivo e na colheita daterra; nos caminhões e nos táxis da cidade; no Legislativo e no Executivo; manobrando obisturi ou forjando o aço; nos tribunais e nas escolas; nas letras e nas artes; civil,fardada ou togada... por onde quer que olhemos, lá estão competentes e decididasbrasileiras contabilizando o sucesso – afirmou a senadora. Marluce Pinto lamentou,porém, o fato de as mulheres representarem 70% dos pobres no mundo, segundo relatóriorecentemente publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O mesmo documentoafirma que são mulheres dois terços dos analfabetos do planeta. Dos 30 milhões derefugiados em todo o mundo, 23 milhões são do sexo feminino. No relatório, o Brasilaparece em 58º lugar quanto à participação da mulher em postos de destaque napolítica. Outras estatísticas lamentadas pela parlamentar revelam que pouco mais de umterço das trabalhadoras brasileiras possuem carteira assinada; e no campo, onde osdireitos mínimos são "praticamente desprezados", segundo a senadora, asmulheres representam 40% da força de trabalho. Além disso, a média salarial do sexofeminino é 60% menor que a dos homens, acrescenta. A representante de Roraima – quedeixou a presidência da sessão para proferir seu discurso da tribuna – lembrouainda que 450 mil brasileiras sofrem anualmente algum tipo de agressão física dentro efora do lar. Ela informou que mais de 95% dos casos de agressão a menores são cometidascontra meninas. A senadora prestou homenagem à viúva do senador Nelson Carneiro, Carmem,presente no plenário; e à senadora Júnia Marise, que deixou o Senado na últimaLegislatura. Marluce Pinto finalizou seu discurso com "um apelo aos dirigentesmaiores da Nação e aos colegas parlamentares": – Vamos fazer respeitar o queestá escrito no artigo 5º da Carta Magna, onde todos somos iguais perante a lei e quehomens e mulheres são iguais em direitos e obrigações – afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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