Cúpula do Senado ganha cor roxa contra o lúpus

Da Redação | 09/05/2017, 09h02 - ATUALIZADO EM 09/05/2017, 21h36

A cúpula do Senado foi iluminada nesta segunda-feira (8) com a cor roxa em apoio à campanha de conscientização na luta contra o lúpus e em homenagem ao Dia Mundial do Lúpus, celebrado em 10 de maio. A iluminação especial ficará em exibição até noite de sexta-feira (12).

A ação institucional foi uma solicitação da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Ela ressaltou a necessidade de alertar as pessoas e de conscientizar a sociedade sobre o lúpus e outras doenças graves e raras. Segundo a senadora, além da saúde debilitada, doentes e suas famílias têm de conviver com altos custos de tratamento e dificuldades na obtenção de remédios gratuitos.

Projetos

O lúpus é tema de diversos projetos em análise ou que já tramitaram no Senado. Um deles é PLS 322/2015, do senador Romário (PSB-RJ), que estabelece uma política nacional de conscientização e orientação sobre o lúpus. Relatada pela senadora Ângela Portela (PDT-RR), a proposta está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

Duas propostas já foram aprovadas pelos senadores e estão em análise na Câmara dos Deputados. A primeira delas é o PLS 603/2011, do senador Vicentinho Alves (PR-TO), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos do Doente de Lúpus. Projeto foi aprovado pelo Senado e já foi enviado à Câmara dos Deputados. Outro projeto já aprovado é o PLS 293/2009, do senador Paulo Paim (PT-RS), que inclui o lúpus e a epilepsia entre as doenças cujos portadores são dispensados de cumprir prazo de carência para ter direito ao auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Sobre o Lúpus

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o lúpus é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva. São conhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta com manchas na pele, e o sistêmico, em que um ou mais órgãos internos são atingidos.

A doença, segundo a SBR, pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, mas é muito mais frequentes nas mulheres, principalmente entre 20 e 45 anos. Não há números exatos sobre a incidência do lúpus no Brasil, mas as estimativas indicam que existem cerca de 65 mil pessoas com a doença. A Sociedade Brasileira de Reumatologia avalia que uma em cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)