Direitos humanos

Marta Suplicy propõe a Bolsonaro novo discurso sobre população LGBT

04:48Marta Suplicy propõe a Bolsonaro novo discurso sobre população LGBT

Transcrição LOC: A SENADORA MARTA SUPLICY PROPÔS AO PRESIDENTE ELEITO JAIR BOLSONARO UM CLIMA DE PACIFICAÇÃO COM OS HOMOSSEXUAIS. LOC: MARTA ESTÁ PREOCUPADA COM O AUMENTO DE CASOS DE AGRESSÕES CONTRA OS GAYS. A REPORTAGEM É DE LARISSA BORTONI. (Homem) Pode parecer clichê, mas só quem sente na pele o medo de andar na rua com seu companheiro pelo simples fato de ser gay sabe o que esse sentimento realmente representa. Eu sempre tive muito medo de andar na rua e ser agredido por isso. E esse medo hoje tem aumentado bastante. Há alguns meses já tenho sentido mais medo. (Repórter) Para se proteger, esse homem, que é casado e tem quarenta anos, aceitou dar seu depoimento, mas pediu para ter a identidade preservada. Ele é um dos 20 milhões de brasileiros que se declaram homossexuais, segundo projeções do IBGE. O medo que sente é um reflexo do aumento da violência contra esses cidadãos. No ano passado, o Disque 100 recebeu 1.720 denúncias de violação de direitos humanos da população LGBT. Dessas, 193 foram de homicídios. São 127% a mais do que em 2016. De janeiro a oito de maio deste ano a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos registrou 58 homicídios. Somada a essa situação, a homossexualidade ganhou destaque na campanha presidencial desse ano. O candidato Jair Bolsonaro insistiu em ataques ao que denominou kit gay, que, segundo ele, seria uma publicação em estímulo à homossexualidade. Diante desse quadro, a senadora Marta Suplicy recomendou ao presidente eleito uma moderação no discurso contra a comunidade LGBT. (Marta Suplicy) O que se espera agora é que o presidente eleito crie um clima de pacificação, porque uma hora ele fala uma coisa e depois ele derruba o que ele falou. Então, parece que existe uma dissonância ainda dentro dele mesmo do que é para fazer. Do que ele sente e do que ele vai fazer. Então, toda nação espera que ele tranquilize as comunidades mais vulneráveis de que os ataques a essas comunidades, a essas pessoas não tem o apoio da Presidência da República. É isso que se espera com mais clareza. (Repórter) Em reação ao aumento da violência, lideranças de movimentos gays têm se organizado. A presidente da rede nacional de pessoas trans do Brasil, Tathiane Araujo, garantiu que não serão admitidos retrocessos nos direitos já conquistados. E os transexuais e homossexuais querem mais. (Tathiane Araujo) Estaremos vigilantes e conclamando a sociedade que quer ver um Brasil para frente. Tenho certeza que a população que votou nessa proposição de governo não votou para ver o sangue das pessoas trans nas esquinas e que esse governo entenda que esse sangue não está só na bala que atinge e que tira as vidas dessas pessoas. Está na morte social delas com a falta de inclusão na educação. Com a falta de oportunidade no trabalho. Com a falta de assistência, inclusão. (Repórter) O casamento é um desses direitos, concedido em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2013. Foram, de acordo com o IBGE, 19,5 mil uniões entre 2013 e 2016 e como contou a coordenadora da Casa Frida, Ellen Frida, são cada vez mais. (Ellen Frida) Tem um movimento muito bacana de casamento LGBT acontecendo. Das pessoas disponibilizando seus trabalhos de fotógrafa, de cerimonial, de espaço gratuitamente para os casais LGBT se casarem e conseguirem garantir aí, pelo menos para o próximo ano alguns direitos e não retroagir tanto. (Repórter) Outra observação de Ellen Frida é para a importância de as pessoas que lutam pela igualdade de direitos prevista na Constituição não desistam. (Homem 2) A pessoas te julgarem pelo simples fato de ser gay e não pelo seu caráter e não pelo o que você representa é difícil entender. Eu, realmente não consigo entender porque as pessoas julgam tanto um gay.

A senadora Marta Suplicy (MDB-SP) recomendou ao presidente eleito Jair Bolsonaro moderação no discurso contra a comunidade LGBT. O tema ganhou destaque na campanha presidencial desse ano. No ano passado, o Disque 100 recebeu 1.720 denúncias de violação de direitos humanos da população LGBT. Dessas, 193 foram de homicídios. São 127% a mais do que em 2016. De janeiro a oito de maio deste ano, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos registrou 58 homicídios.

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