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CRE debate conflitos no Oriente Médio e consequências para o Brasil e o mundo

31/03/2016, 15h34 - ATUALIZADO EM 31/03/2016, 15h34
Duração de áudio: 02:21
Foto: Foto: Pedro França / Agência Senado

Transcrição
LOC: OS CONFLITOS NO GRANDE ORIENTE MÉDIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA O BRASIL E O MUNDO FORAM DEBATIDOS EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NESTA QUINTA-FEIRA NA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL. LOC: ENTRE OS ASSUNTOS EM DESTAQUE, A CAPACIDADE DE O BRASIL RECEBER REFUGIADOS SÍRIOS. REPÓRTER NARA FERREIRA: TÉC: Representante do Itamaraty, o embaixador Fernando José Marroni de Abreu informou que o Brasil concedeu cerca de 9 mil vistos para refugiados sírios, 2 mil 500 deles já estão no País. Ele lembrou também que o Brasil anunciou que doaria um milhão e 300 mil dólares em ajuda aos refugiados e faria uma doação em alimentos. A professora de História Árabe da USP, Arlene Clemesha, destacou que o Brasil está presente na região, participando da missão de paz da UNIFIL, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Para ela, o Brasil tem cumprido um nobre papel ao dar abrigo a refugiados sírios. Sobre o possível acordo com a União Europeia para receber novos refugiados, Arlene Clemesha defende que haja critérios: (ARLENE) o acordo sendo feito e acho excelente que se faça, mas que tenha como alvo os refugiados que ainda não chegaram na Europa. (REP) O professor da Universidade de Harvard, Hussein Kalout, afirmou que uma atuação mais forte do Brasil em política externa depende de três fatores que o país ainda não teria: visão clara do que se quer para a região, estratégia e dinheiro. Quanto ao acordo com a União Europeia para receber refugiados sírios, defendeu cautela (HUSSEIN) esse acordo não pode ser para resolver o problema da Alemanha ou União Europeia e digo o porquê. porque foram lenientes, e hoje quando as fronteiras deles estão transbordadas de refugiados eles precisam se livrar do problema... trazer refugiados para cá, sem assistência de saúde, psicológica, educacional, e perspectiva de inserção de mercado, vamos frustrar expectativas. (REP) A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, que propôs a audiência, destacou que os conflitos no oriente médio têm repercussões no mundo e representam um desafio para a política externa brasileira. (GLEISI) a gente está com questões humanas muitos sérias, tem que responder, e acho que essa casa, os senadores, têm condições de ajudar nessas respostas, o Brasil tem colocado recursos, tem se disposto a receber, precisa que os estados, os municípios também possam se organizar (REP) O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Aloysio Nunes, do PSDB de São Paulo, sugeriu que a situação dos refugiados seja tema de uma audiência conjunta com a Comissão de Direitos Humanos. Da Rádio Senado, Nara Ferreira.

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