Relatório

Alterações feitas na reforma da Previdência poderão render economia de mais R$ 1,3 trilhão

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) alterou a Reforma da Previdência aprovada pelos deputados. No seu relatório, ele retirou o Benefício de Prestação Continuada e as aposentadorias especiais. Tasso também alterou o pagamento da pensão por morte para garantir um salário mínimo. Ele sugeriu a criação de uma contribuição previdenciária para entidades filantrópicas e o agronegócio. Segundo ele, essas mudanças resultarão numa economia de R$ 1,3 trilhão. O relatório deverá ser lido nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça. As informações são da repórter da Rádio Senado, Hérica Christian.

27/08/2019, 14h16 - ATUALIZADO EM 27/08/2019, 14h47
Duração de áudio: 02:11
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), recebe, das mãos do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o relatório da reforma da Previdência. 

(E/D): 
senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR); 
senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ); 
senadora Simone Tebet (MDB-MS); 
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP); 
relator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE); 
senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); 
senador Marcos Rogério (DEM-RO); 
senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Foto: Marcos Brandão/Senado Federal
Foto: Marcos Brandão

Transcrição
LOC: MUDANÇAS FEITAS NO RELATÓRIO DA PREVIDÊNCIA PODERÃO RENDER ECONOMIA DE MAIS DE UM TRILHÃO E TREZENTOS BILHÕES DE REAIS. LOC: ESTADOS E MUNICÍPIOS TERÃO SEIS MESES PARA ADERIREM ÀS NOVAS REGRAS DA PREVIDÊNCIA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN (Repórter) No relatório com mais de 50 páginas, o senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, alterou a Reforma da Previdência aprovada pela Câmara dos Deputados. Ele retirou da proposta o Benefício de Prestação Continuada, as aposentadorias especiais e alterou as regras para o pagamento da pensão por morte, cujo valor não poderá ser inferior a um salário mínimo. Essas mudanças resultarão numa despesa de R$ 30 bilhões, que serão compensadas pela criação de uma contribuição previdenciária do agronegócio e de entidades filantrópicas que cobram pelo atendimento, com exceção das Santas Casas. Tasso Jereissati também incluiu na reforma a adesão de estados e municípios, que terão o prazo de 180 dias para aprovarem em suas assembleias as novas regras de aposentadoria. Segundo ele, essas alterações vão trazer uma economia maior do que a prevista pelo governo e aprovada pela Câmara dos Deputados. (Tasso Jereissati) Nós recebemos com R$ 930 bilhões e estamos entregando com R$ 1 tri mais R$ 350 bilhões de estados e municípios porque quando se fala em déficit Previdenciário, em déficit fiscal, técnica e economicamente os estados e municípios fazem parte dessa conta. (Repórter) A presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul, disse que está mantido o calendário de votação da Reforma da Previdência. Segundo ela, se a oposição exigir o cumprimento do prazo regimental de 48 horas entre a entrega e a leitura do relatório, uma sessão extraordinária será convocada. (Simone Tebet) Em relação ao calendário, esse pedido do senador Tasso de mais dois, três dias não atrapalhou o calendário que nós temos. É claro que nós precisamos do apoio de líderes para leitura do relatório amanhã. Mas se não houver esse acordo eu posso em 48 horas em 2 dias convocar uma reunião extraordinária para leitura seja na quinta, seja na sexta-feira. (Repórter) Após a leitura do relatório, será concedida vista coletiva até a próxima quarta-feira, quando os senadores poderão votar o parecer da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça. PEC 06/2019

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