Proposta regulamenta profissão de pesquisador científico
O senado pode iniciar a análise de um projeto que regulamenta a profissão de pesquisador científico (PL 2794/2026). O objetivo da iniciativa é fortalecer a carreira, valorizar os profissionais, promover o desenvolvimento científico no Brasil e evitar a chamada "fuga de cérebros" para outros países onde a atividade seja reconhecida.

Transcrição
Projeto que pode regulamentar a profissão de pesquisador científico nos setores público e privado define atribuições para valorizar a profissão.
Entre elas, executar atividades de pesquisa científica e criação de conhecimento original, dentro de sua formação acadêmica; promover o desenvolvimento científico; participar da concepção de programas de investigação; contribuir para a formação de novos pesquisadores e produzir e disseminar conhecimento em publicações, relatórios e comunicações reconhecidos nacional e internacionalmente.
Como deveres, esses profissionais devem cumprir normas éticas e legais, com respeito aos direitos humanos e à propriedade intelectual; usar de forma adequada recursos públicos e privados; e passar por processos de avaliação de desempenho e aperfeiçoamento contínuos.
Autor do projeto, o senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, argumentou que, embora muitos tenham uma carreira, como a de biólogo, por exemplo, é importante que os pesquisadores tenham uma identidade profissional clara.
(senador Astronauta Marcos Pontes) "Muitos desses jovens vão ser só pesquisadores. Eu coloquei esse só entre aspas, porque pesquisador não é só, porque é justamente do trabalho dessas pessoas que nós temos soluções, por exemplo, para doenças sérias, novas vacinas e assim por diante. Então eu acho mais do que justo você ter uma carreira voltada para isso aí, ou especificamente para isso, e que nós possamos desenvolver aqui no Brasil toda uma categoria de jovens profissionais que vão se dedicar justamente no desenvolvimento de conhecimento para a população".
Marcos Pontes afirmou ainda que o fortalecimento da pesquisa científica no país pode evitar a chamada "fuga de cérebros", quando o pesquisador se muda para locais onde esse tipo de atividade recebe um tratamento diferenciado por parte do governo ou da iniciativa privada, como Alemanha, Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Israel, França, Rússia e Japão.
Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

