Senado celebra 50 anos do Teste do Pezinho e 65 anos do Instituto Jô Clemente — Rádio Senado
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Senado celebra 50 anos do Teste do Pezinho e 65 anos do Instituto Jô Clemente

O Senado celebrou os 50 anos do Teste do Pezinho e os 65 anos do Instituto Jô Clemente, pioneiro na realização do teste no país. A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) reforçou a importância do diagnóstico precoce, que evita deficiências físicas, sensoriais e intelectuais graves, além de outras condições de saúde. A parlamentar defendeu acelerar a implementação da triagem neonatal ampliada em todos os estados. Também participaram da sessão a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), além de representantes do instituto e do Ministério da Saúde.

02/06/2026, 14h09 - atualizado em 02/06/2026, 14h18
Duração de áudio: 03:03
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
Em sessão especial no Plenário, o Senado celebrou os 50 anos do Teste do Pezinho e os 65 anos do Instituto Jô Clemente, antiga APAE de São Paulo. O instituto foi pioneiro na triagem neonatal na América Latina, ao realizar, em 1976, o diagnóstico precoce da fenilcetonúria em recém-nascidos. A senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, lembrou que o exame, que começou voltado a uma única doença, hoje permite identificar dezenas de condições graves ainda nos primeiros dias de vida. Gabrilli defendeu que a triagem neonatal garante acesso mais rápido ao tratamento adequado. (senadora Mara Gabrilli) "O diagnóstico precoce é uma das políticas de prevenção mais eficazes que existe. Permite o acesso a tratamentos e intervenções no tempo certo, que evitam deficiências físicas, sensoriais, intelectuais graves, além de melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças e por consequência, claro, de suas famílias". No SUS, o teste do pezinho tradicional rastreia doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Uma lei sancionada em 2021 prevê a ampliação gradual do exame, em cinco etapas, para incluir novos grupos de doenças. Mas apenas alguns estados já oferecem versões ampliadas na rede pública, como o Distrito Federal e Minas Gerais. Para a superintendente-geral do Instituto Jô Clemente, Daniela Mendes, o desafio agora é acelerar a implementação da triagem neonatal ampliada em todos os estados. (Daniela Mendes) "Mas a verdade que precisamos enfrentar é que esses avanços ainda não chegaram na velocidade que gostaríamos: à vida de todos os recém nascidos brasileiros. Por isso esse momento é também um chamado para que o Brasil não aceite que o lugar de nascimento de uma criança determine seu acesso ao diagnóstico precoce". Ao exaltar os avanços da medicina, o senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, pediu que não haja cortes no orçamento de ciência e tenologia. (senador Astronauta Marcos Pontes) "Todo esse desenvolvimento que a gente vê com o Teste do Pezinho e outros tipos de desenvolvimentos ligados à área de saúde pela tecnologia não vêm do nada, vêm do investimento que é feito em ciência e tecnologia. Portanto, é bom que a gente pense sobre isso aqui, neste Congresso, e não corte orçamento de ciência e tecnologia". Também participaram da sessão a senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, o coordenador-geral de Doenças Raras do Ministério da Saúde, Natan Monsores de Sá, além de representantes do Instituto Jô Clemente. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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