Agro brasileiro negocia para voltar à lista de autorizados a exportar carne para União Europeia — Rádio Senado
Protocolo sanitário

Agro brasileiro negocia para voltar à lista de autorizados a exportar carne para União Europeia

Repercute no Senado a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne. O bloco alegou o não cumprimento de exigências regulatórias. O Ministério da Agricultura e entidades do setor privado estão negociando com a Comissão Europeia a aprovação de um protocolo que permita separar, no mercado interno, fornecedores de carne que cumprem os requisitos europeus daqueles que não cumprem. A restrição aos produtos brasileiros deverá ocorrer a partir de setembro, caso o quadro não seja revertido.

18/05/2026, 19h29 - atualizado em 18/05/2026, 20h23
Duração de áudio: 02:30
Foto: Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

Transcrição
A União Europeia anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco. A medida se dá semanas após a entrada em vigor do aguardado tratado comercial entre o Mercosul e o bloco econômico, que em princípio intensificaria o comércio de produtos. A justificativa utilizada pelos europeus é a de que o Brasil não forneceu garantias suficientes sobre o controle e a não utilização de certos antimicrobianos na cadeia produtiva. Ainda em abril, o governo brasileiro chegou a publicar uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, mas a UE avaliou que a medida não oferecia garantias suficientes. A ex-ministra da agricultura senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, se manifestou sobre o tema. (sen Tereza Cristina) - É um novo protocolo que a Europa fez e naturalmente, como o Brasil é um grande exportador, ele entra nesse protocolo. Para a surpresa do Brasil, que respondeu a todos os questionários do Ministério da Agricultura, saiu a lista e o Brasil foi retirado dessa lista. Para o bloco europeu, não basta apenas demonstrar que a carne comercializada não tem resíduos do medicamento. O bloco exige rastreabilidade total, ou seja, o Brasil precisa comprovar documentalmente que o animal não recebeu essas substâncias ao longo de toda a sua vida produtiva, desde o nascimento até o abate. O pesquisador do Insper Agro Global, Bruno Capuzzi explicou que o regulamento que resultou na exclusão do Brasil da lista não é um processo iniciado agora. (Bruno Capuzzi) - Ele foi aprovado já em 2019. Então, já tem alguns anos que já existe essa perspectiva no horizonte. Não é questão de um problema de sanidade, não tem, não tem problema de sanidade na produção brasileira, é questão de adaptar um protocolo aqui no Brasil que atenda as exigências da União Europeia. Atualmente, o Ministério da Agricultura e entidades do setor privado estão negociando com a Comissão Europeia a aprovação de um protocolo que cria mecanismos mais rígidos de rastreabilidade, separando nas fazendas os animais que cumprem os requisitos europeus daqueles que não cumprem. Caso o quadro não seja revertido, a restrição aos produtos brasileiros deverá ocorrer a partir de setembro. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

Ao vivo
00:0000:00