CPMI remarca depoimentos — Rádio Senado
CPMI do INSS

CPMI remarca depoimentos

Após falta de dois dos três depoentes previstos para esta segunda-feira, CPMI do INSS remarca para quinta-feira oitivas. Foi definida condução coercitiva para o advogado Cecílio Galvão.

07/03/2026, 07h55
Duração de áudio: 01:41
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Transcrição
A CPMI do INSS adiou o depoimento do advogado Cecílio Galvão, acusado de receber cerca de R$ 4 milhões de entidades envolvidas em descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Ele só foi localizado em São Paulo pela Polícia Federal, nesta segunda-feira, mesmo dia da audiência prevista para Brasília. A defesa do advogado chegou a pedir dispensa do depoimento, sob a alegação de sigilo profissional, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, negou o pedido. (senador Carlos Viana) "Há manifesto intuito protelatório do depoente e desrespeito às prerrogativas desta comissão. Assim, fica mantida a convocação do senhor seu filho Galvão e a condução coercitiva para a próxima quinta-feira." Também foi remarcado para quinta-feira o depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção. Ele deveria comparecer à CPMI nesta segunda-feira, mas solicitou adiamento devido a uma viagem à Índia. Já Aline Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” e principal investigado, compareceu à CPMI amparada por habeas-corpus. Ela não concordou em firmar o compromisso de dizer a verdade. Disse que trabalhou em empresas de Camilo Antunes entre 2023 e 2025 e se recusou a responder as perguntas mais diretamente ligadas à investigação.   (Aline Cabral) “O Sr. Antônio não tinha o hábito de compartilhar os detalhes de agendamentos de reuniões e assuntos tratados. Considerando que há investigações em curso sobre os fatos tratados nessa CPMI e que eu não tenho acesso a tais procedimentos, por orientação da minha defesa, exercerei o meu direito de permanecer em silêncio.” O prazo de funcionamento da CPMI é até 26 de março, mas há pedido de prorrogação em análise no Congresso. Da Rádio Câmara, de Brasília, José Carlos Oliveira

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