Congresso sedia lançamento de nova edição do Projeto Amazônia Que Eu Quero
O Congresso Nacional sediou nesta quarta-feira (04) o lançamento da nova edição do Projeto Amazônia que Eu Quero. A iniciativa, da Fundação Rede Amazônica, reúne especialistas, comunidade local e poder público no objetivo de desenvolver propostas que expressem a realidade de quem vive na região. O tema deste ano é “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”.

Transcrição
O Congresso Nacional sediou a abertura da nova edição do Projeto Amazônia que Eu Quero. A iniciativa, da Fundação Rede Amazônica, reúne especialistas, comunidade local e poder público no objetivo de desenvolver propostas que expressem a realidade de quem vive na região. O tema deste ano é “Democracia na Era Digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”.
O projeto foi criado em 2019 e o lançamento em Brasília foi inédito. A ideia de trazer o evento para o Congresso foi do senador Dr. Hiran, do PP de Roraima, que destacou a relevância do tema, especialmente em ano eleitoral.
(Senador Dr. Hiran) "O Brasil é hoje um dos países mais impactados pela circulação de fake news, por conteúdos manipulados e por narrativas distorcidas que muitas vezes influenciam decisões coletivas. Na região norte, essa realidade é ainda mais desafiadora. Em muitos municípios, especialmente nas áreas mais distantes, os aplicativos de mensagens e as redes sociais tornaram-se a principal fonte de informação política. Isso cria um ambiente vulnerável, muito vulnerável à manipulação."
O palestrante do evento, Marcelo Bechara, que é Diretor de Relações Institucionais em Mídias e Regulação do Grupo Globo, chamou atenção para o risco de deepfake nas eleições. O termo é relacionado à manipulação de vídeos e áudios, com suporte de alta tecnologia.
(Marcelo Bechara) "Já existem duas ou três tecnologias em que é impossível a olho humano você dizer se é falso ou se é verdadeiro. Alguns juristas já estão reivindicando, já tem livros sobre isso publicados, o chamado direito à realidade."
Marcelo Bechara também lembrou da decisão do TSE que proibiu a divulgação de conteúdos eleitorais produzidos por Inteligência artificial nas 72 horas antes e 24 horas depois do pleito.
Ao final de cada edição do projeto Amazônia Que Eu Quero é produzido um caderno de soluções, que pode servir como referência para futuros projetos de lei. A cerimônia no Congresso foi a primeira etapa dos debates que ocorrerão ao longo do ano. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

