Proposta garante acessibilidade para mulheres surdas na rede de saúde
O Senado pode iniciar a análise de um projeto (PL 559/2026) que assegura às mulheres surdas, em consultas e exames nas redes pública e privada de saúde, o direito a recursos de acessibilidade, inclusive com a presença de intérprete da língua brasileira de sinais. O objetivo é tornar efetivas a autonomia e a comunicação dessas pacientes com os profissionais de saúde.

Transcrição
As mulheres surdas poderão contar com recursos de acessibilidade, inclusive com a presença de intérprete da Língua Brasileira de Sinais, durante consultas e exames nas redes pública e privada de saúde.
Isso é o que prevê um projeto da senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, para quem a iniciativa vai garantir a participação plena dessas mulheres durante as consultas. Na opinião dela, a interação maior entre paciente e equipe médica gera melhores resultados para a saúde de quem está sendo atendido.
Damares Alves destacou o alcance da proposta. Ela citou dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, que indicam que há no Brasil 2,6 milhões de pessoas com dificuldade para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos.
(senadora Damares Alves) "Nós estamos falando de salvar vidas, de garantir que o atendimento de saúde seja humano de verdade. Como senadora, eu luto por uma pátria onde os mais vulneráveis sejam protegidos e não fiquem isolados no silêncio. A nossa luta é por dignidade e por respeito a cada mulher deste país".
Ainda de acordo com estudo da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado encomendado pela senadora, se a proposta for aprovada e virar lei, o custo para garantir às mulheres surdas recursos de acessibilidde, tecnologias assistivas e apoio à comunicação em consultas médicas será de pouco mais de dois bilhões de reais a cada três anos. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

