Eleições 2026: mulheres buscam superar sub-representação na política — Rádio Senado
Representatividade

Eleições 2026: mulheres buscam superar sub-representação na política

No Senado, as mulheres representam 19,7% do total de parlamentares e as brasileiras são 51,5% da população, ou seja, a presença feminina na Casa deveria crescer 31,8 pontos percentuais para refletir fielmente o peso das mulheres na sociedade. A superação da sub-representação é tema recorrente no Congresso e, na proposta do Novo Código Eleitoral (PLP 112/2021), graças à mobilização da bancada feminina, estão previstos tanto os 30% de candidaturas de mulheres quanto os 20% de cadeiras no Legislativo.

09/02/2026, 16h11 - atualizado em 09/02/2026, 16h13
Duração de áudio: 02:33
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil - Imagem Ilustrativa

Transcrição
Hoje, no Senado, as mulheres representam 19,7% do total de parlamentares. Se considerarmos que as brasileiras são 51,5% da população, a presença feminina na Casa Legislativa deveria crescer 31,8 pontos percentuais para refletir fielmente o peso das mulheres em nossa sociedade. A superação da representação abaixo do ideal é tema recorrente no Congresso e a senadora professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins, ao assumir como líder da bancada feminina, lembrou que a busca por equidade tem o objetivo de assegurar que a voz da mulher seja ouvida em todos os temas de interesse da sociedade: (senadora Dorinha Seabra) "Nós representamos mais de 50% da população e temos a tarefa e a responsabilidade de dar voz a quem não tem voz, de trazer questões importantes sobre a representação feminina, sobre o debate que envolve todas nós, senadoras, quando lidamos com orçamento, com questão tributária, com o desenvolvimento das cidades, o cuidado nas áreas da saúde, educação." Para Zenaide Maia, do PSD do Rio Grande do Norte, a presença feminina na política, apesar de ainda minoritária, faz a diferença na hora de garantir avanços. A senadora cita, como exemplo, a votação do projeto do novo Código Eleitoral: na Comissão de Constituição e Justiça, a mobilização das parlamentares garantiu tanto a manutenção dos 30% de candidaturas de mulheres quanto do percentual de 20% de cadeiras efetivas no Legislativo. O texto propunha a substituição de uma cota pela outra: (senadora Zenaide Maia) "Foi a luta da bancada feminina no Senado, por exemplo, que impediu a aprovação, no ano passado, de um novo Código Eleitoral, que retirava o nosso direito de 30% de candidaturas proporcionais nas chapas. Sem igualdade de condições para disputar eleições, nossa sub-representação nos cargos públicos e eletivos continuará a existir." O projeto do novo Código Eleitoral está pronto para votação em plenário. Mesmo se for aprovado em breve, a reserva de cadeiras para mulheres no Legislativo ainda não valeria para as eleições de outubro, por causa do princípio da anualidade, segundo o qual mudanças como essa não podem ocorrer a menos de um ano das eleições. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

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