Senado participa de pacto nacional para enfrentar feminicídio — Rádio Senado
Pacto Nacional contra o Feminicídio

Senado participa de pacto nacional para enfrentar feminicídio

Durante o lançamento do Pacto Nacional contra o Feminicídio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a atuação conjunta dos Poderes, enquanto a senadora Margareth Buzetti destacou o papel da educação no combate à violência.

04/02/2026, 13h13
Duração de áudio: 02:11
Reprodução TV Senado

Transcrição
O Pacto Nacional contra o Feminicídio é uma resposta à escalada da violência de gênero no País. Entre as ações previstas estão a rapidez na concessão rápida de medidas protetivas e na responsabilização dos agressores, além de melhorias na rede de atendimento às vítimas. Ao lado dos chefes do Executivo, Judiciário e da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o pacto marca uma posição institucional do Estado brasileiro diante do avanço da violência contra mulheres e meninas. (senador Davi Alcolumbre) "O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro. Neste ato, a República Federativa do Brasil reafirma um de seus deveres fundamentais, combater o feminicídio com o máximo rigor. Reafirmamos que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade sim compartilhada por todos os poderes da República". A senadora Margareth Buzetti, do PP de Mato Grosso, avaliou que a mobilização institucional é importante, mas alertou que o combate ao feminicídio passa também por educação. (senadora Margareth Buzetti) "O pacto é importante, mas ele não resolve nada se nós não falarmos primeiro da educação. A educação, e eu penso que teria que estar na grade curricular de ensino, falar sobre a violência para que o menino ou a menina não normalize a violência que ele vê a mãe sofrendo em casa ou o seu pai cometendo a violência contra a sua mãe". O pacto também prevê a criação de um comitê interinstitucional de gestão, com monitoramento das ações e divulgação periódica de relatórios, além de estratégias de comunicação para orientar a população e incentivar denúncias. No Brasil, quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas.

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