Senado debate continuidade do Programa Segundo Tempo — Rádio Senado
Inclusão social

Senado debate continuidade do Programa Segundo Tempo

A Comissão de Esporte promoveu audiência pública para avaliar a execução e os impactos do Programa Segundo Tempo, voltado à inclusão social por meio do esporte educacional. Solicitado pela senadora Teresa Leitão (PT–PE), o debate reuniu representantes do governo e pesquisadores, que defenderam o fortalecimento e a continuidade das ações voltadas a crianças e adolescentes em vulnerabilidade.

10/10/2025, 18h19 - atualizado em 10/10/2025, 18h23
Duração de áudio: 02:30
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
A COMISSÃO DE ESPORTE DISCUTIU, EM AUDIÊNCIA PÚBLICA, OS DESAFIOS DO PROGRAMA SEGUNDO TEMPO, POLÍTICA DO GOVERNO FEDERAL QUE LEVA ATIVIDADES ESPORTIVAS A CRIANÇAS E JOVENS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE. O OBJETIVO É AVALIAR O IMPACTO E A CONTINUIDADE DO PROGRAMA, CRIADO PARA PROMOVER INCLUSÃO SOCIAL POR MEIO DO ESPORTE. REPÓRTER LANA DIAS. A audiência pública realizada pela Comissão de Esporte analisou a execução e o impacto do Programa Segundo Tempo, criado em 2003 para promover inclusão e cidadania por meio do esporte, com foco em crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. O debate foi solicitado pela senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, que explicou que o programa foi escolhido pela Comissão como prioridade de avaliação neste ano. Segundo ela, o objetivo é entender como o programa vem sendo executado e propor melhorias na gestão e no alcance das ações. (senadora Teresa Leitão) “Essa audiência se realiza aqui porque cada comissão, ela pode indicar um programa do governo para análise por requerimento que o programa de governo desta comissão a ser analisado fosse o programa segundo tempo. O objetivo é analisar, compreender, ter acesso ao desenvolvimento do programa e talvez no processo também indicar algumas sugestões de reposicionamento”.  Representantes do Ministério do Esporte, do Tribunal de Contas da União e da comunidade acadêmica destacaram que o Segundo Tempo é uma das políticas públicas mais importantes já criadas na área esportiva, mas enfrenta dificuldades orçamentárias e problemas de continuidade. O chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Esporte Amador, Paulo Afonso Quermes, afirmou que o programa reflete uma mudança de mentalidade no Brasil, que passou a enxergar o esporte como política pública essencial, e não apenas como lazer ou entretenimento. (Paulo Afonso Quermes) “Era preciso que o Brasil deixasse de ser apenas o partido do futebol e das peladas e percebesse o esporte como política pública efetiva. E acho que nas últimas três décadas, nós temos feito um trabalho, principalmente, dessa nova concepção do esporte. Primeiro, que o esporte é fundamental para a qualidade de vida. Segundo, o esporte precisa ser uma ação que chegue à população em todo o decurso de sua vida. Não é um momento, não é uma etapa somente da vida. Os debatedores também defenderam o fortalecimento da parceria com o Ministério da Educação e a criação de uma governança integrada entre União, estados e municípios, com o apoio do Sistema Nacional do Esporte, previsto na nova Lei Geral do Esporte. Segundo os participantes, essas medidas são fundamentais para ampliar o alcance do programa e garantir que ele chegue às comunidades mais vulneráveis do país. Sob a supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

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