Aliados de Bolsonaro minimizam abertura preliminar de investigação pela PGR — Rádio Senado
CPI da Pandemia

Aliados de Bolsonaro minimizam abertura preliminar de investigação pela PGR

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) minimizou o anúncio da abertura de inquérito preliminar contra o presidente Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República. Ele destacou que Augusto Aras adotou uma medida protocolar após recebimento do relatório final da CPI da Pandemia. Já Humberto Costa (PT-PE) ressaltou que o parecer reúne documentos e provas contra os 13 indiciados com foro privilegiado.

29/10/2021, 13h27 - ATUALIZADO EM 29/10/2021, 13h27
Duração de áudio: 02:44
Waldemir Barreto/Agência Senado

Transcrição
ATENDENDO À SUGESTÃO DO RELATÓRIO FINAL DA CPI, PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA ABRE INQUÉRITO CONTRA TREZE INDICIADOS COM FORO PRIVILEGIADO. ALIADOS AFIRMAM QUE DECISÃO É APENAS PROCESSO PROTOCOLAR ADOTADO EM TODOS OS CASOS QUE CHEGAM AO MIINSTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.  REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN Na mesma semana em que recebeu o relatório final da CPI da Pandemia, o procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de uma investigação preliminar contra os treze indiciados que têm foro privilegiado. São eles o presidente Jair Bolsonaro; os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga; da Defesa, Braga Netto; do Trabalho, Onyx Lorenzoni; e da Controladoria Geral da União, Wagner Rosário; o senador Flávio Bolsonaro, do Patriota do Rio de Janeiro; de cinco deputados, entre eles Eduardo Bolsonaro e Ricardo Barros, além do governador do Amazonas, Wilson Lima. Agora as acusações serão analisadas assim como os documentos e provas apresentadas pela CPI da Pandemia para que a Procuradoria-Geral da República decida pelo pedido de abertura formal de investigação ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça. O senador Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, minimizou a decisão de Augusto Aras ao afirmar que a apuração preliminar é obrigatória.    Não é nenhum ato de investigação a partir do relatório da CPI, é um ato preliminar. Sem esse ato do procurador-geral da República não teria como inserir no sistema da PGR esse conjunto de documentos, inclusive boa parte deles, documento sigiloso. Portanto, é um ato protocolar. A partir de agora, é que se faz aí análise preliminar de tudo para determinar se vai haver uma denúncia em relação a um ou outro personagem apontado pela CPI. O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, ressaltou a consistência das provas para a Procuradoria levar adiante as investigações contra Bolsonaro e demais autoridades. Nós temos nesse relatório provas robustas de crimes que foram praticados pelo presidente da República, por agentes públicos e agentes privados. Eu acredito que não vai de forma nenhuma deixar de cumprir aquilo que é a obrigação da Procuradoria-geral da República. Por isso, eu acredito que essa abertura preliminar de inquéritos para dar seguimento à investigação, creio que seja algo marcado pela boa intenção. Os senadores aguardam um prazo de até 30 dias quanto às manifestações da Procuradoria-Geral da República para então acionarem o Supremo no caso de demora ou paralisia das investigações contra o presidente Bolsonaro, ministros e parlamentares. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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