Eleições 2020

Eleição tem recorde de pessoas trans eleitas para Câmaras de Vereadores

Pelo menos 27 pessoas trans foram eleitas para as Câmaras Municipais nas eleições de 2020 segundo a Associação Nacional de travestis e transexuais. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) ressaltou que a representatividade é essencial para combater o preconceito. Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos, destacou que cada vez mais candidaturas de grupos vulneráveis devem ocupar espaços na política. Mais informações com o repórter Rodrigo Resende, da Rádio Senado.

18/11/2020, 12h44 - ATUALIZADO EM 18/11/2020, 12h44
Duração de áudio: 02:26
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Transcrição
LOC: PELO MENOS 27 PESSOAS TRANS FORAM ELEITAS VEREADORAS NESTE ANO, O MAIOR NÚMERO DA HISTÓRIA. LOC: O LEVANTAMENTO FOI FEITO PELA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRANSSEXUAIS, A ANTRABRASIL. MAIS INFORMAÇÕES COM O REPÓRTER RODRIGO RESENDE: (Repórter) De acordo com levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, 27 pessoas trans foram eleitas vereadoras no País. Uma delas é a Regininha Lourenço, candidata pelo Avante em Araçatuba, interior de São Paulo. (Regininha Lourenço) 861 pessoas que acreditaram e me deram um voto de confiança por eu ser um trans, mulher. Eu quero que as pessoas vão lá, persistem, lutem, desde o pequeno ... qualquer pessoa, porque todos somos iguais, todos temos direito, então lute, persevere, vamos fazer o bem sem olhar a quem, vamos poder ajudar as pessoas. (Repórter) Essa representatividade foi comemorada pelo senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, presidente da Comissão de Direitos Humanos. (Paulo Paim) Hoje, mais do que nunca, as candidaturas chamadas mais vulneráveis estão ocupando o espaço numa demonstração que de fato a construção de um novo mundo é possível, humanitário, solidário, onde não haja nenhum tipo de discriminação. (Repórter) Linda Brasil será a primeira vereadora trans de Aracaju, capital de Sergipe. A candidata do PSOL foi a mais votada na cidade. (Linda Brasil) E não só ocupar por ocupar. Mas sim ocupar para provocar transformações nessa política, nesse sistema político do Brasil que foi formado a partir de uma lógica patriarcal, LGBTfóbica, machista. (Repórter) O senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade do Espírito Santo, ressalta que não basta a eleição de pessoas trans. E defendeu apoio para o exercício desses mandatos. (Fabiano Contarato) O voto transforma a realidade. E temos que não só parabenizar, mas apoiar as pessoas trans eleitas no país em seus mandatos. A representatividade na política é essencial para combater o preconceito e a homofobia e tornar a sociedade brasileira mais justa. Todos somos iguais perante a lei. (Repórter) Só a partir de 2018 é que as pessoas trans puderam usar o nome social para concorrer as eleições. Neste ano, 9.985 eleitores se valeram desse direito no título pela primeira vez.

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