Acusado de propagar notícias falsas alega liberdade de expressão — Rádio Senado
CPMI das Fake News

Acusado de propagar notícias falsas alega liberdade de expressão

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News, que investiga notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, ouve depoimento do jornalista Allan dos Santos, do Terça Livre. Senadores da oposição criticam postura do depoente e acusam falta de esclarecimentos de informações. Os detalhes com a repórter Raquel Teixeira.

05/11/2019, 19h02 - ATUALIZADO EM 05/11/2019, 19h35
Duração de áudio: 01:52
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, ouve jornalista, que é um dos fundadores do blog Terça Livre. 

Mesa:
depoente, fundador do blog Terça Livre, jornalista Allan dos Santos; 
advogada do depoente, Dênia Érica Ramos Magalhães.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Foto: Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: CPMI OUVE O JORNALISTA ALLAN (ÁLLAN) DOS SANTOS, ACUSADO PELA OPOSIÇÃO DE DIVULGAR FAKE NEWS EM BLOG NA INTERNET. LOC: A COMISSÃO INVESTIGA O ASSÉDIO VIRTUAL E A VEICULAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS QUE PODEM TER INFLUENCIADO NO RESULTADO DAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. REPÓRTER RAQUEL TEIXEIRA. TÉC: Acusado pela oposição de veicular notícias falsas no blog “Terça Livre”, influenciar a campanha eleitoral de 2018 e hostilizar adversários políticos, o jornalista Allan dos Santos se defendeu na CPMI das Fake News. (ALLAN) Quando nós noticiamos alguma coisa que alguém diz quer atribuir isso ao portal e isso é matar a imprensa. Todo jornalista tem a prerrogativa constitucional de sigilo de fonte, eu, como jornalista, noticiei o que minha fonte me disse. Estão querendo calar a liberdade de expressão dos jornalistas. ] Rep: O Senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, afirmou que o depoente não conseguiu responder às perguntas e destacou o dever dos profissionais de jornalismo de verificar as informações antes da divulgação. (HUMBERTO) Uma das coisas que nós aprendemos quando discutimos a ética jornalística é garantir que sempre que nós formos dar uma informação possamos ouvir as duas partes, e a outra é obrigação do jornalista checar a informação que recebeu. Ora se isso não é checado, isso na verdade se trata de uma notícia falsa. Isso não é jornalismo, isso é linchamento. Rep: Já o senador Eduardo Gomes, do MDB do Tocantins, líder do governo no Congresso, reconheceu que é preciso haver mudanças na forma como se encara o jornalismo. (EDUARDO) Não há um parlamentar aqui de qualquer partido que não tenha se preocupado com a questão das fake News, com aquilo que estou chamando de criptopolítica, aonde todo político sai de casa hoje esperando o post nosso de cada dia. Rep: O jornalista apresentou documentos contábeis, recibos e comprovantes de pagamento para provar que não recebeu nenhum tipo de contribuição do governo para manutenção da sua empresa. Allan dos Santos também autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. Da Rádio Senado, Raquel Teixeira.

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