CE debate violência e o porte de armas nas escolas — Rádio Senado
Audiência pública

CE debate violência e o porte de armas nas escolas

O requerimento para a audiência pública na Comissão de Educação foi apresentado depois do episódio que ficou conhecido como “massacre de Suzano”. Segundo dados de 2013 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais de 12% dos professores brasileiros relataram agressões verbais ou intimidações por parte de alunos pelo menos uma vez por semana. A média desse indicador entre 34 países pesquisados é pouco mais de 3%. O senador Confúcio Moura (MDB-RO), que requereu a audiência, defendeu mais recursos para que as escolas possam fazer pequenas reformas de melhoria do ambiente escolar. A reportagem é de Floriano Filho.

14/05/2019, 13h40 - ATUALIZADO EM 14/05/2019, 13h40
Duração de áudio: 02:45
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza audiência pública interativa para debater o tema "Segurança nas Escolas", em virtude do atentado ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP). 

Mesa: 
diretora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Dra. Marilene Proença Rebello de Souza; 
vice-presidente da CE, senador Flávio Arns (Rede-PR); 
coordenador-geral de Educação Ambiental e Temas Transversais da Educação Básica e representante do Ministério da Educação (MEC), Leonardo Lapa Pedreira; 
diretor de Estratégia Política do Todos pela Educação, João Marcelo Borges. 

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS ESTÁ ACIMA DA MÉDIA INTERNACIONAL E O PAÍS PRECISA TOMAR PROVIDÊNCIAS PARA ENFRENTAR A SITUAÇÃO. LOC: O ASSUNTO FOI DEBATIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO. REPÓRTER FLORIANO FILHO. (Repórter) O requerimento para a audiência pública na Comissão de Educação foi apresentado depois do episódio que ficou conhecido como “massacre de Suzano”. Em março deste ano, um jovem e um homem encapuzados entraram em uma escola na cidade de Suzano, São Paulo, e mataram cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Há anos, os Estados Unidos sofrem com esse tipo de atentado. Entre 1996 e 2006, 207 estudantes foram mortos em escolas norte-americanas. No Brasil, são cada vez mais noticiados casos de violência contra alunos ou professores. Segundo dados de 2013 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais de 12% dos professores brasileiros relataram agressões verbais ou intimidações por parte de alunos pelo menos uma vez por semana. A média desse indicador entre 34 países pesquisados é pouco mais de 3%. Para Leonardo Pedreira, que representou o Ministério da Educação na audiência, uma das ferramentas para diminuir a violência é fortalecer os laços entre a escola e a comunidade onde ela se encontra. (Leonardo Pedreira) A gente tratar a violência na escola como sendo um problema de violência na região e na comunidade é um aspecto fundamental para que a gente consiga identificar os pontos de melhoria nessa ação. (Repórter) O senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, que requereu a audiência, defendeu mais recursos para que as escolas possam fazer pequenas reformas de melhoria do ambiente escolar. (Confúcio Moura) Tem estados brasileiros que precisam urgentemente desses recursos para fazer as pequenas reformas de banheiros, de refeitórios, de quadras esportivas, de pinturas das suas escolas, de jardinagem. (Repórter) O senador Marcos do Val, do Cidadania do Espírito Santo, disse que por conta da violência escolar nos Estados Unidos alguns estados norte-americanos como Texas e Flórida já estão permitindo que professores treinados entrem armados nas salas de aula. (Marcos do Val) Eles (...) entenderam que os policiais da região também não conseguiam chegar a tempo para minimizar a tragédia. Porque é uma questão de tempo. Quanto mais tempo, mais mortes. (Repórter) Um dos efeitos da violência e insegurança nas escolas é o aumento do número de professores com depressão e ansiedade.

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