Comissão avalia como precária a situação das barragens brasileiras — Rádio Senado
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Comissão avalia como precária a situação das barragens brasileiras

13/12/2018, 12h57 - ATUALIZADO EM 13/12/2018, 12h57
Duração de áudio: 02:33
Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
LOC: PARA A COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL FALTA DINHEIRO E UMA POLÍTICA ADEQUADA PARA A MANUTENÇÃO DE BARRAGENS NO BRASIL. LOC: SENADORES ALERTARAM PARA O RISCO DE NOVOS ACIDENTES COMO O DE MARIANA. REPÓRTER FLORIANO FILHO. TÉC: Segundo senadores da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, a Política Nacional de Segurança de Barragens ainda precisa avançar muito. A Comissão escolheu esse setor para avaliar em 2018. Durante o ano foram realizadas duas audiências públicas para discutir o assunto. A primeira ocorreu em novembro na própria sala da comissão no Senado. A segunda aconteceu agora em dezembro, em Teresina, no Piauí. Um relatório da Agência Nacional de Águas sobre o tema também serviu como fonte para a avaliação relatada pelo senador Elmano Férrer, do Podemos do Piauí. Ele chamou a atenção para a situação precária das barragens brasileiras. Apenas pouco mais da metade das quase 23 mil barragens no país tem algum tipo de autorização para construção. Além disso, mais de 80% de todas as barragens, várias construídas há 90 ou 100 anos, não foram classificadas quanto à categoria de risco. Um dos problemas detectados foi a falta de recursos financeiros suficientes para a manutenção adequada dessas construções. (Elmano Férrer) Segurança de barragem não combina com burocracia. É preciso ter recursos disponíveis para a execução ágil de ações necessárias. O que acontece hoje é que os órgãos públicos mal têm recursos para manter a si mesmos. A segurança de barragens e o papel dos órgãos fiscalizadores ganhou maior atenção depois do acidente devastador em 2015 na cidade de Mariana, em Minas Gerais. Elmano Ferrer alertou que especialistas e interessados temem novos acidentes caso os reparos necessários não sejam realizados. (Elmano Férrer) Os membros do Movimento dos Atingidos por Barragens demonstraram grande preocupação com o relatório. O risco de outras Marianas é assustador. E nós, no Piauí, já tivemos a nossa, com o rompimento da barragem de Algodões, em 2009, em Cocal, onde houve nove mortes e prejuízos em toda a região. (Repórter) Em 2017, foram aplicados no Brasil somente 34 milhões de reais nas ações de operação, manutenção e recuperação de barragens. Da Rádio Senado, Floriano Filho.

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