CPI do Crime Organizado investigará relações entre Banco Master e judiciário — Rádio Senado
Investigação

CPI do Crime Organizado investigará relações entre Banco Master e judiciário

A CPI do Crime Organizado deve ampliar seu campo de atuação neste retorno do recesso com investigações sobre o Banco Master e as relações do escândalo com o Poder Judiciário.

30/01/2026, 17h20 - atualizado em 30/01/2026, 17h33
Duração de áudio: 01:45
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
Originalmente instalada para investigar a expansão de facções e milícias no território brasileiro, a CPI do Crime Organizado deve ampliar seu campo de atuação neste retorno do recesso. As atenções devem voltar-se para o caso Banco Master e, em especial, suas relações com o Poder Judiciário. Devem ser investigados os contratos de honorários advocatícios que somariam mais de 130 milhões de reais entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e um possível conflito de interesses do também ministro do STF, Dias Toffoli, que é relator do caso na corte. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, afirma que o plano de trabalho aprovado permite investigar a lavagem de dinheiro e a corrupção, o que abre espaço para apurar as denúncias envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.  (senador Alessandro Vieira) "Isso se dá pela necessidade que nós temos de demonstrar que essas relações são lícitas, tiveram todas as suas atividades cobertas pela legislação vigente. Com base nesses dados, teremos outros passos de investigação que serão as oitivas dessas mesmas pessoas". Para isso, alguns parlamentares já se adiantaram. É o caso do senador Eduardo Girão, do NOVO do Ceará, que requereu a transferência do sigilo bancário e fiscal de Viviane de Moraes e o convite para o comparecimento de Dias Toffoli à CPI. Outro caso é o do senador Magno Malta, do PL do Espírito Santo, que protocolou a convocação de Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, e ex-sócio do Resort Tayayá, que também tem as suas relações com o Master sob investigação. Após a volta do recesso, serão marcadas as datas das próximas reuniões da CPI. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

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