Ajustes partidários devem marcar o período pré-eleitoral no Senado, diz consultor — Rádio Senado
Análise

Ajustes partidários devem marcar o período pré-eleitoral no Senado, diz consultor

Para o consultor legislativo Gilberto Guerzoni, as trocas de partido que marcaram 2025 no Senado devem se acentuar nos primeiros meses de 2026, no período pré-eleitoral. Guerzoni explica que a mudança no perfil das duas Casas do Congresso nos últimos anos tem a ver com a redução do número de partidos, determinada pela legislação.

30/01/2026, 16h38 - atualizado em 30/01/2026, 17h22
Duração de áudio: 02:42
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Transcrição
De acordo com o consultor legislativo Gilberto Guerzoni, a aproximação das eleições majoritárias de 2026 deve acentuar as trocas de partido, já vistas na composição da Casa até 2025 – especialmente nos três primeiros meses do ano. Em outubro, eleitores e eleitoras vão escolher, além de presidente, governador e deputados federais e estaduais, dois senadores. A gente deve ter uma aceleração das mudanças partidárias, especificamente para as eleições. Senadores buscam nos seus estados a melhor composição partidária, e no caso, para o Senado, pode ter coligação, então esses ajustes acabam se acelerando aqui. Eles têm que estar filiados dia 4 de abril. Essa recomposição partidária é muito comum, principalmente nesse primeiro trimestre, antes do prazo de filiação partidária.   Até agora, o PL se configura como o maior partido do Senado, ao receber senadores vindos do PSDB e do União Brasil. O PSDB, outrora uma das principais forças políticas do Congresso, também perdeu um senador para o MDB, o terceiro colocado. Em segundo lugar aparece o PSD, que era o primeiro no início da legislatura, ciclo de quatro anos no parlamento. Guerzoni atribui as principais mudanças no perfil tanto do Senado quanto da Câmara nos últimos anos à diminuição do número de partidos, estimulada por alterações na legislação como a criação da cláusula de barreira e a proibição das coligações para as eleições proporcionais. Essas normas atingem principalmente as eleições proporcionais, mas acabam refletindo no Senado. Então, o que a gente tem nos últimos tempos é uma redução do número de partidos na Câmara e também no Senado, O esfacelamento é muito complicado do ponto de vista do funcionamento da Casa e também do ponto de vista da relação com o Poder Executivo. Os parlamentares têm mudado de partido ou têm sido eleitos num número menor de partidos políticos. Senadores e senadoras voltam ao trabalho no dia 2 de fevereiro.  Reportagem, Raíssa Abreu

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