Instituição Fiscal prevê que próximo governo terá dois anos para reformas — Rádio Senado
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Instituição Fiscal prevê que próximo governo terá dois anos para reformas

O próximo governo terá até dois anos para fazer mudanças estruturais na economia, evitando a paralisação da máquina pública. O cálculo é da Instituição Fiscal Independente do Senado, a IFI, que publicou um novo relatório agora em agosto. De acordo com o diretor da IFI, Felipe Salto, vai ser mais difícil promover o ajuste fiscal a partir do ano que vem pelo lado das receitas por conta da desaceleração no crescimento do PIB.

15/08/2018, 18h44 - atualizado em 15/08/2018, 19h17
Duração de áudio: 02:29
Equipe do Instituto Fiscal Independente (IFI).

A Instituição Fiscal Independente foi criada no final de 2016 com o objetivo de ampliar a transparência nas contas públicas.

Diretor-executivo do IFI Felipe Salto.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Transcrição
LOC: O PRÓXIMO GOVERNO TERÁ ATÉ DOIS ANOS PARA FAZER REFORMAS ECONÔMICAS E EVITAR A PARALISAÇÃO DA MÁQUINA PÚBLICA. LOC: O CÁLCULO É DA INSTITUIÇÃO FISCAL INDEPENDENTE DO SENADO, QUE ACABA DE PUBLICAR UM NOVO RELATÓRIO. REPÓRTER FLORIANO FILHO. TÉC: No início do ano, a Instituição Fiscal Independente do Senado, a IFI, havia projetado um crescimento de 2,7% para o Produto Interno Bruto brasileiro em 2018. A projeção foi revista para 1,9% em julho. E agora, no relatório publicado em agosto, diminuiu novamente para 1,6%. Segundo economistas da IFI, o início da recuperação econômica brasileira foi interrompido em maio, principalmente pela greve dos caminhoneiros. O impacto negativo atingiu também o mercado de trabalho. Dados de junho do IBGE apontam um aumento superior a 5% dos trabalhadores sem carteira assinada no setor privado. A desaceleração no crescimento econômico também torna mais difícil o cumprimento das metas fiscais e do equilíbrio das contas públicas, de acordo com o diretor da IFI, Felipe Salto. (Felipe Salto) Vai ser mais difícil promover o ajuste fiscal a partir do ano que vem pelo lado das receitas por conta dessa perda de tração no motor do desenvolvimento econômico. (Repórter) Em um cenário moderado, a IFI projeta o País voltando a equilibrar as contas públicas em 2023, após quase uma década de déficits. Ainda assim, é possível que o teto seja rompido em algum momento após 2020. Isto levaria ao congelamento de gastos na máquina pública. Felipe Salto acredita que o próximo governo eleito terá entre um ano e meio e dois para fazer mudanças estruturais que evitem a paralisação ou até a retração de gastos públicos. (Felipe Salto) E quando inclui a conta de juros sobre a dívida, isso aumenta ainda mais o buraco das contas públicas. Vai ser necessário recuperar a capacidade de arrecadação de impostos e contribuições de um lado e, de outro, conter o avanço das despesas públicas. (Repórter) A IFI calcula que as despesas sujeitas ao teto de gastos em 2018 ficarão em 110 bilhões de reais. Da Rádio Senado, Floriano Filho.

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