Governo e oposição divergem sobre postura que Brasil deve adotar a respeito da crise na Venezuela — Rádio Senado
Internacional

Governo e oposição divergem sobre postura que Brasil deve adotar a respeito da crise na Venezuela

O governo brasileiro poderá tomar medidas contra autoridades venezuelanas por conta da convocação pelo governo de Nicolas Maduro de Assembleia Constituinte considerada ilegal ou ilegítima por diferentes países. Essa é a opinião de senadores brasileiros da base governista. Mas os da oposição defendem a neutralidade em relação ao país vizinho.

01/08/2017, 14h10 - ATUALIZADO EM 01/08/2017, 16h06
Duração de áudio: 02:15
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Transcrição
LOC: O GOVERNO BRASILEIRO PODERÁ TOMAR MEDIDAS CONTRA AUTORIDADES VENEZUELANAS POR CONTA DA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE CONSIDERADA ILEGAL OU ILEGÍTIMA POR DIFERENTES PAÍSES. LOC: É A OPINIÃO DE SENADORES BRASILEIROS DA BASE GOVERNISTA. MAS OS DA OPOSIÇÃO DEFENDEM A NEUTRALIDADE EM RELAÇÃO AO PAÍS VIZINHO. REPÓRTER FLORIANO FILHO. (Repórter) Os venezuelanos que votaram no domingo elegeram 545 integrantes de uma Assembleia Constituinte. Eles poderão iniciar um novo período político no país após 18 anos da aprovação da Carta Magna venezuelana. Ela foi promulgada em 1999, no primeiro ano de governo do então presidente Hugo Chávez. A Venezuela está convulsionada por falta de alimentos e medicamentos e uma inflação que poderá passar de dois mil por cento este ano. Além disto, opositores têm sido assassinados ou presos. Alguns analistas consideram que o país já está em guerra, o que tem trazido centenas de refugiados para o Brasil. Mas, para o senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, não cabe ao governo brasileiro qualquer atuação frente à situação venezuelana. (João Capiberibe) Nós temos um déficit democrático no Brasil gigantesco hoje. E a Venezuela me parece que também sofre do mesmo problema. Portanto, não vejo o Brasil (...) com autoridade para interferir ou dar qualquer opinião sobre a política do vizinho. (Repórter) Já na avaliação do senador José Agripino, do Democratas do Rio Grande do Norte, a eleição da Assembleia Constituinte na Venezuela foi uma farsa. Ele afirmou que é uma forma de retirar mais direitos da sociedade venezuelana. Agripino acredita que o governo brasileiro poderá tomar medidas assim como outros países já estão tomando contra autoridades venezuelanas. (José Agripino) (...) Pelas suas vias corretas, diplomáticas, maduras, à frente o chanceler Aloysio Nunes Ferreira. (...) Isso é uma escalada de consequências imprevisíveis. (Repórter) Segundo o governo da Venezuela, pouco mais de 41% da população votou. A oposição afirma que foram menos de 23%. Cerca de 120 venezuelanos já foram mortos em quatro meses de protestos no país.

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