CPI do Carf rejeita requerimentos que pediam a convocação do ex-presidente Lula e do filho dele — Rádio Senado
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CPI do Carf rejeita requerimentos que pediam a convocação do ex-presidente Lula e do filho dele

08/10/2015, 11h47 - ATUALIZADO EM 08/10/2015, 11h47
Duração de áudio: 01:53
Geraldo Magela / Agência Senado

Transcrição
LOC: A CPI DO CARF REJEITOU OS REQUERIMENTOS QUE PEDIAM A CONVOCAÇÃO DO EX-PRESIDENTE LULA E DO FILHO DELE, ALÉM DOS EX-MINISTROS GILBERTO CARVALHO E ERENICE GUERRA. LOC: RELATORA DA COMISSÃO, A SENADORA VANESSA GRAZIOTTIN, DO PCDOB DO AMAZONAS, AFIRMOU QUE INVESTIGAÇÕES PARALELAS DA OPERAÇÃO ZELOTES NÃO TÊM LIGAÇÃO COM O OBJETO DE INVESTIGAÇÃO DA CPI, QUE SÃO AS FRAUDES NO CARF. REPÓRTER PAULA GROBA. TÉC: A votação foi rápida e os quatro requerimentos rejeitados em conjunto a pedido do senador José Pimentel, do PT do Ceará. O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira, do PSDB de Tocantins, tentou negociar pelo menos a convocação da ex- ministra Erenice Guerra que, segundo depoimentos à CPI, se reunia constantemente com investigados em desvios no Carf. Mas não houve acordo entre os senadores: (Ataídes) Aprovar o nome da senhora Erenice pra ela vir aqui e prestar informações. (Pimentel) Senhor presidente, Vossa Excelência não nos procurou pra fazer qualquer acordo quando apresentou requerimento contra o presidente Lula então não tem acordo, já aprovamos a votação em globo e vamos a voto. (REPÓRTER) Para o senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, uma denúncia de jornal não justifica a convocação de um ex-presidente da República. (OTTO) A figura de qualquer ex-presidente da República por mais que tenha tido problemas, deve ser sempre respeitada porque foi uma coisa colocada no poder pela vontade popular e o Lula foi colocado duas vezes. Com provas contundentes todos devem ser investigados, mas com notícias de jornal, eu acredito que deve ser completamente dispensado. (Paula) De acordo com denúncias divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo, a Polícia Federal, no âmbito da Operação Zelotes, investiga a suposta atuação de empresas de consultoria na prorrogação de incentivos fiscais ao setor automotivo, previstas na Medida Provisória 471, editada em 2009, durante o governo Lula. Segundo o jornal, representantes do setor negociavam pagamentos de até 36 milhões de reais a lobistas para conseguir a prorrogação dos incentivos fiscais. A relatora, senadora Vanessa Graziottin, do PC do B do Amazonas, afirmou que a investigação paralela da zelotes não tem ligação com o objeto de investigação da CPI, que são as fraudes no Carf. Ataídes Oliveira rebateu o argumento e disse que a investigação pode ser estendida quando houver fatos novos. Da Rádio Senado, Paula Groba.

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