Renan Calheiros considera que volta da CPMF é tiro no pé — Rádio Senado
Economia

Renan Calheiros considera que volta da CPMF é tiro no pé

O governo federal cogita enviar para o Congresso Nacional proposta de retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras – CPMF, extinta em 2007 durante o Governo de Lula. Senadores da oposição e até os aliados do governo são contra o retorno do imposto.

Apesar da volta da CPMF representar um alívio no orçamento do governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB – AL), considera a proposta um tiro no pé.Para o líder do PSDB no Senado, senador Cássio Cunha Lima (PSDB – PB) o argumento usado pelo governo do rateio da CPMF com estados e municípios não convencerá o Congresso. A população não pode pagar a conta pelos erros do governo, afirma o senador.

27/08/2015, 14h27 - ATUALIZADO EM 27/08/2015, 14h36
Duração de áudio: 02:03
Waldemir Barreto / Agência Senado

Transcrição
LOC: O PRESIDENTE DO SENADO CONSIDERA UM TIRO NO PÉ DO GOVERNO A VOLTA DA CPMF. LOC: SENADORES GOVERNISTAS E DA OPOSIÇÃO ANTECIPARAM QUE NÃO APROVARÃO A VOLTA DO EXTINTO IMPOSTO DO CHEQUE. A REPORTAGEM É DE HÉRICA CHRISTIAN. TÉC: A equipe econômica deve desistir da recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira diante das resistências da própria base aliada e da oposição. As mudanças aprovadas no ajuste fiscal fizeram o governo rever as contas e estimar um rombo de R$ 60 bilhões no caixa deste ano. Apesar da volta da CPMF representar um alívio no orçamento do governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, considera a proposta um tiro no pé. (Renan) Tenho muita preocupação com o aumento de imposto, com o aumento da carga. O Brasil não está preparado para voltar a conviver com isso. Estamos numa crise econômica profunda e qualquer movimento nesta direção pode agravar a crise e aumentar o desemprego e retração da economia. Acho que devemos ter muita prudência em relação a isso. REP: O próprio líder do governo, senador Delcídio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, lembrou que o próprio Senado derrubou a CPMF em 2007. (Delcídio) A CPMF caiu no Senado. Em se encaminhando um projeto único e exclusivamente voltado para a criação da CPMF, não vejo nenhuma possibilidade de êxito desta proposta a despeito da situação e das dificuldades. Acho que as chances de aprovação aqui no Senado são remotíssimas. REP: O líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima da Paraíba, declarou que o argumento do rateio da CPMF com estados e municípios não convencerá o Congresso Nacional. Ele disse que a população não pode pagar a conta pelos erros do governo. (Cássio) A chance da aprovação de um imposto diante da recessão e de um governo que não dá sinal de seriedade fiscal e que acha que vai resolver arrecadando mais é perto de zero. REP: Criada em 1996 com uma cobrança de 0,25%, elevada para 0,38% em 1999, a CMPF arrecadou mais de R$ 268 bilhões. Da Radio Senado, HC.

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