Convidados defendem manutenção do estatuto do desarmamento — Rádio Senado

Convidados defendem manutenção do estatuto do desarmamento

LOC: A COMISSÃO QUE DISCUTE SOLUÇÕES PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL FEZ AUDIÊNCIA PÚBLICA NESTA QUARTA-FEIRA. 

LOC: OS CONVIDADOS DEFENDERAM UMA POLÍTICA NACIONAL PARA O SETOR E A MANUTENÇÃO DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO. A REPORTAGEM É DE IARA FARIAS BORGES: 

(Repórter) O Brasil é o décimo-oitavo país com maior índice de criminalidade no mundo. São quase 26 homicídios a cada 100 mil habitantes, número maior do que muitas guerras civis. A organização das Nações Unidas considera epidemia de violência quando o índice está acima de 10 por 100 mil habitantes. Ao defender o controle do porte de armas como uma medida para diminuir a violência, Marcello Fragano, da ONG Sou da Paz, ressalta o mérito do Estatuto do Desarmamento: 

(Marcello Fragano) “Por que é importante o controle de armas no nosso país?simplesmente pelo fato de que 70% do homicídios são cometidos com arma de fogo.Ou seja, tomar medidas que restrinjam a circulação, a comercialização, o porte ou posse de armas é fundamental, porque ter armas está diretamente vinculado a homicídios”. ” 

(Repórter) O representante da Federação Nacional das Empresas de Segurança, Ivan Hermano Filho, disse que está preocupado com a entrada de empresas de vigilância estrangeiras para atuação no Brasil, conforme autorização dada pelo Ministério da Justiça. E também com o projeto de lei que permite que trabalhe o vigilante que sofra processo ainda não tramitado em julgado: 

(Ivan Hermano Filho) “Nós também tememos pela possibilidade de pessoas que tenham interesse criminoso estarem dentro de empresa de vigilância. Por outro lado, nós vemos diariamente que existem profissionais que hoje são barrados para trabalharem”.  

(Repórter) O senador João Capiberibe do PSB do Amapá defendeu uma Política Nacional que universalize a Segurança Pública, como aconteceu com a saúde e a educação. E sugeriu um fundo para o financiamento da segurança em que as instituições financeira participem com 3% do seu lucro líquido:  

(João Capiberibe) “Nós não podemos mais conviver com essas estatísticas absurdas. São 50 mil assassinatos por ano. Qual é o país em guerra que tem um dado tão absurdo como o que nós apresentamos a cada ano? Então, tem alguma coisa errada na área de segurança pública do nosso país”. A audiência pública discutiu a regulamentação de atividades perigosas à segurança dos cidadãos, com foco no controle de armas de fogo e na segurança de estabelecimentos comerciais.
11/12/2013, 07h03 - ATUALIZADO EM 11/12/2013, 07h03
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