Boletim.leg - Edição das 14h
Condenados a regime aberto por violência contra a mulher não poderão cumprir prisão domiciliar em cidades onde não há casa de albergado.

Transcrição
COMISSÃO APROVA INCLUSÃO NA GRADE CURRICULAR PREVENÇÃO AO HÁBITO DE FUMAR.
Essa medida está em consonância com o dever do Estado de proteger a saúde dos cidadãos
SENADORES PODEM CRIAR UM PLANO PARA MELHORIA DAS ESTRADAS VICINAIS
... EU SOU RICARDO NAKAOKA E ESTE É O BOLETIM PONTO LEG
A COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS APROVOU A INCLUSÃO DE CONTEÚDO DE PREVENÇÃO AO TABAGISMO, COM DESTAQUE PARA O CIGARRO ELETRÔNICO, NOS CURRÍCULOS A PARTIR DO SEXTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL. REPÓRTER RODRIGO RESENDE.
A Comissão de Assuntos Sociais aprovou a inclusão de conteúdo voltado à prevenção do tabagismo, à dependência da nicotina e aos riscos associados ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar nos currículos a partir do sexto ano do ensino fundamental.
Ao ler o relatório de Flávio Arns, do PSB do Paraná, o senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, destacou que o projeto é mais uma forma de proteção da saúde de crianças e adolescentes.
Astronauta Marcos Pontes – A proposição atua positivamente na promoção da saúde pública, especialmente entre crianças e adolescentes. Essa medida está em consonância com o dever do Estado de proteger a saúde dos cidadãos, conforme o art. 196 da Constituição. Na década de 1980, poucos imaginariam o surgimento e a popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil.
O projeto do senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, também inclui a prevenção ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar entre os temas a serem debatidos no Dia Nacional de Combate ao Fumo em 29 de agosto.
A proposta segue para a Comissão de Educação e Cultura.
CONDENADOS A REGIME ABERTO POR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO PODERÃO CUMPRIR PRISÃO DOMICILIAR EM CIDADES ONDE NÃO HÁ CASA DE ALBERGADO.
É O QUE DETERMINA PROJETO DE LEI APROVADO NA COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA. REPÓRTER BRUNO LOURENÇO.
A Comissão de Segurança Pública aprovou o projeto que busca evitar que réus por agressões contra mulheres acabem cumprindo apenas prisão domiciliar.
Na maioria das condenações com base na Lei Maria da Penha, a pena é o regime aberto, até sem tornozeleira eletrônica, como explicou o senador Sergio Moro, do União do Paraná.
quem recebe uma pena até 4 anos de privativa de liberdade, na verdade não é preso. É para ficar em regime aberto, na chamada Casa de Albergado, que praticamente não existem nos estados.
O autor da proposta, senador Jayme Campos, do União de Mato Grosso, diz que a legislação atual não protege a mulher.
O resultado concreto é perverso: o agressor permanece lá no convívio social, muitas vezes próximo da vítima, enfraquecendo o caráter pedagógico da sanção penal, estimulando a reincidência e ampliando na sociedade a dolorosa sensação de impunidade.
O projeto, que segue para a Comissão de Constituição e Justiça, dá ao juiz a opção de aplicar penas restritivas de direito, como a proibição de frequentar determinados lugares e prestação de serviços à comunidade.
O SENADO DEVE ANALISAR A CRIAÇÃO DE UM PLANO PARA MELHORIA DAS ESTRADAS VICINAIS, QUE LIGAM ÁREA DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA, COMUNIDADES RURAIS E MUNICÍPIOS ISOLADOS A RODOVIAS. REPÓRTER ALEXANDRE CAMPOS.
De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, o país conta com pouco mais de dois milhões e duzentos mil quilômetros de estradas vicinais, dos quais menos de 10% foram avaliados positivamente.
O senador Fernando Dueire, do MDB de Pernambuco, apresentou o projeto cria o Plano Nacional de Construção e Melhoria de Estradas Vicinais, que ligam área de produção agropecuária, comunidades rurais e municípios isolados a rodovias estaduais e federais.
Pela proposta, serão priorizados trechos que fazem a ligação direta com rodovias pavimentadas ou corredores logísticos regionais, que garantem acesso permanente a áreas de produção agrícola e que atendem a comunidades rurais e serviços públicos essenciais.
Segundo ele, o plano prevê a adequação e o nivelamento do leito da estrada; o patrolamento e a compactação do solo; a correção de traçados críticos; a implantação de sinalização; e a contenção de atoleiros e áreas erosivas.
Nós temos, por exemplo, aqui em Pernambuco, um conjunto de municípios com mais de 3 mil quilômetros quadrados. Nesse desenho territorial, nós temos produção rural, produção familiar, nós temos um conjunto de ações que ficam extremamente prejudicadas pela pouca trafegabilidade nessas estradas vicinais em terra.
O plano terá metas e indicadores a serem alcançados e sua execução ficará a cargo de estados e municípios, com apoio técnico e financeiro da União.
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