Boletim.leg - Edição das 14h
Comissão de Segurança Pública aprova aumento da pena para oito anos nos crimes de furto e roubo de celular.

Transcrição
SENADORES CITAM FALHAS DA COMISSÃO MOBILIÁRIA DE VALORES NO CASO DO BANCO MASTER
milhões de brasileiros que estão sendo prejudicados e não dá para dizer que a CVM não foi omissa.
CPI DO CRIME ORGANIZADO OUVE REPRESENTANTE DA META, DONA DO WHATSAPP, FACEBOOK E INSTAGRAM
... EU SOU RICARDO NAKAOKA E ESTE É O BOLETIM PONTO LEG
SENADORES DA COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS APONTAM FALHAS NA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS NO CASO DAS FRAUDES BILIONÁRIAS DO BANCO MASTER. REPÓRTER MARCELLA CUNHA.
O Banco Master manipulou ativamente os próprios balanços para superdimensionar os ativos dos fundos exclusivos em que investia, segundo o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly.
Aos senadores da Comissão de Assuntos Econômicos, ele confirmou que a CVM detectou movimentações atípicas desde, pelo menos, 2022.
Mas que por falta de pessoal e orçamento, a maior parte dos processos ainda está em andamento.
A CVM, sim, sabia desde 2022, desde antes até já começava, e não é que não fez nada, ela fez vários processos, está fazendo. Alguns poderiam ser mais rápidos, realmente.
Mas a capacidade de atuação preventiva da CVM foi questionada por diversos parlamentares.
O senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, lembrou de episódios recentes, como o das Lojas Americanas e do Banco Pleno.
Ele acusou diretamente a CVM de promover um ambiente regulatório excessivamente permissivo.
Uma orgia no mercado financeiro e no mercado bancário brasileiro que precisa acabar. Nós estamos falando de milhares, eu diria de milhões de brasileiros que estão sendo prejudicados e não dá para dizer que a CVM não foi omissa.
Para evitar novos casos de fraudes bilionárias, os senadores defenderam a exigência de transparência total sobre a identidade dos cotistas de fundos de investimento, além da integração tecnológica mais robusta entre CVM e Banco Central.
A COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA APROVOU O AUMENTO PARA OITO ANOS DA PENA PARA OS CRIMES DE FURTO E ROUBO DE CELULAR. REPÓRTER BRUNO LOURENÇO.
De autoria do presidente da Comissão de Segurança Pública, senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, o projeto dobra a punição para o furto de celulares, que agora passará de 1 a 4 anos para quatro a oitos de prisão e multa.
O relator, senador Márcio Bittar, do PL do Acre, reclamou de quem tenta diminuir a gravidade desse tipo de crime cada vez mais comum no País.
Então vamos lembrar, primeiro, que o furto de celular, ele alimenta o crime organizado. Segundo, que ele atinge os mais pobres, pessoas que compram o celular e vão pagando por 12 meses. Depois, não é apenas o roubo de um aparelho, ele está roubando a senha bancária, ele está roubando a intimidade das pessoas que depois poderão ser chantageadas.
O projeto aprovado na Comissão de Segurança Pública inclui o roubo de celulares, que é a subtração do bem com o uso de violência, nas hipóteses em que a pena pode ter uma elevação de 33 a 50%.
EM DEPOIMENTO À CPI DO CRIME ORGANIZADO, A REPRESENTANTE DA META, DONA DO WHATSAPP, FACEBOOK E INSTAGRAM, DIZ QUE A EMPRESA NÃO TEM DADOS SOBRE GOLPES APLICADOS NAS SUAS PLATAFORMAS NO BRASIL. REPÓRTER CESAR MENDES.
Em reunião da CPI do Crime Organizado, a representante da Meta, Yana Alves, explicou que publicações que trazem risco à segurança, incitam a violência ou incentivam práticas criminosas são removidas.
Mas declarou que é fundamental os usuários reportarem as fraudes à empresa, que é dona do WhatsApp, Facebook e Instagram ao reforçar que os golpes são consumados fora das plataformas da empresa.
Yana Alves informou que a Meta não tem dados específicos sobre o Brasil.
(Yana Alves) "Temos sim repercussões em casos no Brasil, mas as nossas estatísticas são globais."
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, quer o diretor-geral da Meta no Brasil diante da falta de dados.
(senador Alessandro Vieira) "Uma empresa que tem entre as suas múltiplas qualidades a segmentação da atuação tem que conhecer os seus mercados."
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, entende que a responsabilidade da Meta por crimes cometidos com uso de suas plataformas é objetiva e não depende de denúncias.
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