‘Amapaense é um povo de coragem’, diz Davi em sessão especial

Da Redação | 11/09/2019, 15h24

Em sessão especial para homenagear os 76 anos de criação do Território Federal do Amapá, nesta quarta-feira (11), o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, afirmou estar emocionado e orgulhoso ao presidir o Plenário. Para Davi, que é senador do Amapá, os amapaenses são um povo de coragem e resiliência diante das dificuldades, e conduzir a sessão especial é um privilégio e uma dádiva divina.

— Confesso que, na qualidade de presidente do Senado, é um momento muito, muito emocionante. Eu agradeço o carinho, a atenção, o apoio de todos os amapaenses que hoje tomam conta do Senado Federal para apresentar para o Brasil, nesta sessão solene, esse estado pujante, rico e que precisa do apoio incondicional de todos os atores nesta caminhada — disse Davi.

Marcada por apresentações culturais típicas — como a dança do Grupo de Marabaixo do estado do Amapá e a execução do Hino Nacional e do Hino do Amapá, pela cantora Silmara Lobato, o violonista Taronga e os tocadores de caixa Nena Silva e Mario Neilton —, a sessão contou com a fala dos demais senadores do estado, Randolfe Rodrigues (Rede) e Lucas Barreto (PSD), e de outros parlamentares.

Referindo-se a Davi Alcolumbre, Randolfe disse ser uma honra ter a sessão presidida por um amapaense. Ele narrou a história do Amapá, que descreveu como “um dos lugares mais lindos da Terra”. O líder do bloco parlamentar Senado Independente falou da ocupação indígena, de onde se origina o nome Amapá (em tupi, “lugar da chuva”, e em oiampi, “lugar onde a terra acaba”), e da ocupação europeia até chegar aos dias atuais. Randolfe citou um livro que o Conselho Editorial do Senado lançou nesta quarta-feira sobre os selos postais da República do Cunani, proclamada no século 19 no Amapá.

Os Selos Postais da República do Cunani é uma prova material da existência de uma república independente naquele rincão, proclamada, reivindicada pelos franceses — afirmou.

Lucas Barreto descreveu as riquezas naturais do Amapá, que contém cinco biomas e é o estado mais preservado do país, com ainda 97% de suas florestas primárias. Lucas criticou a exploração dos recursos naturais — como a criação de hidrelétricas, a pesca e a extração de petróleo — sem o retorno devido em recursos para o estado.

— O Amapá tem que ser visto com outros olhos. Não é porque nós estamos lá do outro lado do Amazonas, não. Lá há gente. A Amazônia como um todo não é só natura, não é só árvores e animais. Ela é cultura, há gente, mora gente lá que precisa sobreviver — disse.

Visibilidade

O prefeito de Macapá, Clécio Luis, agradeceu ao presidente do Senado e aos senadores Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto pelo espaço dedicado ao Amapá no Senado. Segundo o chefe do Executivo municipal, a sessão especial e a exposição de artistas plásticos amapaenses, inaugurada nesta terça-feira no Espaço Ivandro Cunha Lima e Senado Galeria, ajudam a dar visibilidade ao estado.

— O Amapá está tendo visibilidade pelo que tem de melhor, que é sua arte e sua cultura. Quando os tambores de marabaixo entraram aqui neste Plenário, entraram não apenas para fazer som. Eles entraram autoproclamando a nossa identidade cultural. O Brasil precisa conhecer o Brasil. O Brasil precisa conhecer a Amazônia — disse.

A oportunidade de conhecer mais sobre a cultura, a história e as tradições do Amapá também foi expressa na sessão pelos senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Marcos Rogério (DEM-RO), Chico Rodrigues (DEM-RR), Telmário Mota (Pros-RR) e Sérgio Petecão (PSD-AC).

A cantora Silmara Lobato encerrou a sessão cantando a composição Jeito Tucujú, de Joãozinho Gomes e Val Milhomem. O Grupo de Marabaixo também se apresentou na rampa do Congresso Nacional ao final da homenagem.

Café da manhã

Como parte da Semana do Amapá no Senado, nesta quarta-feira, na residência oficial, o presidente Davi Alcolumbre promoveu um café da manhã com parlamentares do estado, o prefeito de Macapá e grupos culturais. Ao fim do evento, eles plantaram no jardim da residência um pé de bacabeira, árvore que deu origem ao nome da capital do estado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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