Apresentado relatório de MP que cria taxas na Suframa

Da Redação | 25/04/2017, 21h11 - ATUALIZADO EM 25/04/2017, 21h18

Foi apresentado nesta terça-feira (25) o relatório à Medida Provisória (MPV) 757/2016, que cria duas novas taxas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A estimativa de arrecadação é de R$ 130 milhões por ano.

A relatora da MP, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que as novas taxas administrativas têm como objetivo deter a evolução dos prejuízos causados pela suspensão da Taxa de Serviços Administrativos cobrada na Zona Franca de Manaus. Ela foi considerada ilegal pelo Supremo Tribunal Federal, e substituída na medida provisória pelas Taxa de Controle Administrativo de Incentivos Fiscais (TCIF), e Taxa de Serviços (TS).

Ficarão isentos da TCIF as microempresas, as operações comerciais relativas a livros e jornais, equipamentos médico-hospitalares, dispositivo de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e mercadorias que compõem a cesta básica comercializada em Manaus, nas Zonas de Livre Comércio e na Amazônia Ocidental.

Também serão isentos a União, os estados da Amazônia Ocidental, o Amapá e os respectivos municípios, autarquias e fundações públicas.

Vanessa Grazziotin garantiu que não haverá ampliação da carga tributária, nem para o setor industrial nem para o setor comercial. Porém, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) disse temer que um possível aumento dos preços seja repassado ao consumidor.

- É uma taxa que vai ser criada para as empresas e vai ser repassada para os usuários e o custo de vida na Amazônia vai ficar mais caro – afirmou.

A relatora afirmou ainda que fez questão de incluir no texto a proibição expressa do contingenciamento de recursos arrecadados pela Zona Franca de Manaus pelo governo federal. A estimativa é que sejam arrecadados cerca de R$ 130 milhões por ano com as novas taxas.

- É um número pequeno? Talvez não seja suficiente para manter a Suframa, mas a Suframa não tem nessas taxas a sua única fonte de arrecadação. O que nós não podemos permitir é que o governo arrecade na nossa região e contingencie para compor superávit primário – declarou.

Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que o valor não é suficiente sequer para pagar a folha de pagamentos da autarquia.

- Nós não vamos aprovar uma coisa aqui se não houver anuência do governo em relação ao contingenciamento. Não adianta a gente aprovar algo que lá eles vão vetar – ponderou.

Foi concedido um pedido de vista coletivo e a reunião foi remarcada para esta quarta-feira (26), quando será feita uma nova tentativa de votação.

Antes de apresentar o relatório, a comissão mista que analisa a Medida Provisória 757/2016 promoveu uma audiência pública para discutir o assunto. Participaram da audiência o secretário de planejamento do Amazonas, José Jorge do Nascimento, e de Roraima, Haroldo Amoras.

Da Rádio Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)