Debate na CDR destaca legado da Copa de 2014

Da Redação | 09/12/2015, 20h55

Incremento no turismo e competência na organização de grandes eventos. Esses foram alguns exemplos apontados como legado da Copa do Mundo de 2014 pelos debatedores que participaram da audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), nesta quarta-feira (9).

O secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima, destacou que, no ano passado, houve um crescimento de 5 milhões para 6,4 milhões de turistas no país. Uma pesquisa realizada logo após a Copa mostrou que 95% dos turistas pretendiam voltar ao Brasil.

Para a diretora do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide de Faria, muitas obras de infraestrutura também podem ser entendidas como um legado. Ela, porém, reclamou da falta de planejamento em muitos empreendimentos.

As obras de infraestrutura não concluídas foram apontadas como um desafio para o país. O senador Wellington Fagundes (PR-MT), autor do requerimento da audiência, registrou que, com o evento, a imagem do Brasil foi exposta no mundo todo. E destacou que os estádios foram concluídos a tempo, mas muitas obras de mobilidade urbana ainda não estão prontas, mesmo mais de um ano após o torneio.

— Eu acho que é um papel nosso, do Poder Público, dos representantes aqui do Legislativo, enfrentar os problemas que ficaram para ser resolvidos — afirmou o senador.

Aeroportos

Um ponto que era apontado como crítico para a realização da Copa era a situação dos aeroportos. Muitas obras foram concluídas, mas as reformas de aeroportos como o de Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS), por exemplo, não ficaram prontas para o torneio.

O assessor da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira, porém, minimizou os problemas e disse que foi feito um investimento muito alto na área operacional. Já o secretário de Fiscalização de Infraestrutura do Tribunal de Contas da União, Rafael Jardim Cavalcante, lembrou que graças à atuação dos tribunais de contas, mais de R$ 600 milhões não foram gastos de forma irregular.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)