Humberto Costa manifesta indignação com abertura de processo de impeachment contra Dilma

Da Redação e Da Rádio Senado | 08/12/2015, 20h07

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), disse estar indignado com a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de abrir processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

Para ele, os fundamentos que basearam a decisão de Cunha, como as "pedaladas fiscais" e os decretos orçamentários não numerados, foram, também, práticas de governos anteriores e não apenas do da presidente Dilma.

Como explicou o senador, o parecer do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas de 2014 do governo com base nas "pedaladas fiscais" sequer foi examinado pelo Congresso Nacional e, além disso, não se refere às contas de 2015, quando começou o atual mandato da presidente Dilma.

- Por isso, nós não paramos de repetir: está se maquinando no Brasil um golpe. Não que impedimento seja algo que a C onstituição não preveja; prevê, mas estão previstas também as condições em que isso acontece. A presidente Dilma não roubou, a presidente Dilma não tem conta na Suíça, não utilizou recursos públicos no seu interesse. Ela agora é julgada por quem tem conta a pagar? Ela, que não tem contas a dever ao povo brasileiro nem a quem quer que seja - afirmou o senador.

Tudo isso, na opinião de Humberto Costa, revela apenas o desejo de Eduardo Cunha de retaliar um governo que não se submetia às suas chantagens e ao processo explícito de barganha política.

Para o senador, Cunha aplicou um outro golpe ao proceder, por voto secreto, à votação para eleger os integrantes da comissão que vai analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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