País perdeu político "exemplar" e "homem bom", diz Aloysio sobre Luiz Henrique
Da Redação | 11/06/2015, 13h22
O Brasil perdeu não apenas um político correto e um realizador dinâmico, mas também um “homem bom” cuja memória continuará viva. Assim o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) se referiu a Luiz Henrique, na sessão plenária de homenagem ao parlamentar catarinense, falecido em maio passado.
- A obrigação que temos todos nós é de cultivar a memória de um homem bom, de um político exemplar. Essa memória continuará viva entre todos aqueles que o conheceram – disse.
Aloysio salientou os vínculos de amizade pessoal de mais de 30 anos com Luiz Henrique. Registrou que, após os instantes do choque inicial da notícia de sua morte e passada a emoção das cerimônias fúnebres, agora se sente com mais força o sentimento da perda.
- Agora vai se adentrando em cada um de nós o sentimento da perda irreparável – comentou.
Para o senador, o colega foi um grande vulto da história do país, tornando-se notável na luta pela redemocratização. Observou que o homenageado era hábil negociador, o que demonstrou como presidente do então MDB e quando liderou a bancada do partido.
- Sabia conduzir a nossa bancada com a firmeza de suas convicções, mas ao mesmo tempo sabendo encontrar convergências para abrir caminho às soluções necessárias para os grandes problemas que enfrentou na vida – afirmou.
Aloysio lembrou que essa habilidade ficou demonstrada quando Luiz Henrique, já senador e atuando como um dos relatores, ao lado do senador Jorge Viana (PT-AC), conseguiu chegar a um texto que tornou possível a aprovação do atual Código Florestal.
O senador falou ainda do bom prefeito que o homenageado foi, por três vezes, da cidade de Joinvile. Como governador de Santa Catarina, destacou que marca de seu trabalho foi a descentralização administrativa. Aloysio acrescentou que Luiz Henrique era um homem culto, apreciador das artes e leitor voraz, especialmente apaixonado por história e, por isso, igualmente apaixonado pela política, que é a "história em construção".
- A política é a deliberação humana, a deliberação de romper a ordem natural das coisas, de romper as rotinas, de começar coisas novas, de fundar e de aprofundar os fundamentos da cidadania; e por isso Luiz Henrique jamais sossegou. Jamais. Sempre em busca de coisas novas, sempre em busca de soluções inovadoras, nunca se conformando com a rotina. E ele morreu assim - completou Aloysio Nunes Ferreira.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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